12 de janeiro de 2023

…QUINTA-FEIRA!…

Querido Diário, “minhazamiga” e “meuzamigo”, saudações!

Embora não falte ânimo, xicoburi um tanto que desolado me importo com a maioria das coisas que estão acontecendo em nosso país, e assim continuo acreditando que ainda há esperança no ar e respirar desse ar é sempre o melhor.

Se algum dia vou ser bom em blogs, não há razão para continuar com isso. Na verdade, posso escrever pensamentos como este com bastante liberdade. Talvez seja um fino décimo terceiro quando acabar. Xicoburi ainda acho que é melhor ler pensamentos como este do que repetir um discurso interminável da TV. Logicamente não seria melhor perder tempo assistindo bobagens! Sempre pode acontecer de xicoburi ter escrito algo digno de ser lido, mas agora, na verdade, estou apenas escrevendo por escrever. E isso é algo miserável! Francamente, um absurdo de anel terrível. Mas é que realmente estou entediado escrevendo sobre políticas, embora sempre haja algo sobre o que escrever. As pessoas políticos, em sua maioria,  costumam ser tão estúpidas que seria fácil escrever sobre o que elas dizem, se assim vamos dizer,  apenas para corrigir o maior absurdo. Pena que as correções são mais malucas do que a porcaria original. Esse pode ser o caso porque nunca confio totalmente em xicoburi mesmo. Felizmente, ainda tenho alguma confiança, deposito a fé que ainda resta em xicoburi mesmo na pessoa que passou a (re)governar este nosso imenso, belo e deprimente país de formato triangular invertido que aprendemos a denominar Brasil.  Resistir sempre, Desistir jamais! Força!

 Os versículos que insiro logo abaixo são  creditados ao famoso advogado e poeta barroco  Gregório de Matos, que recebeu o apelido de “Boca do Inferno” e que, lá pelos anos de 1600, os escreveu como resposta a todos os seus adversários, da então poderosa e dominadora Igreja Católica em conluio com aquele forte Império Português e sua fidalguia.  Xicoburi imagino que o escritor quis representar em suas palavras a revolta ao bom senso burguês contra as ninharias ridículas da fidalguia reinantes da época (ou de todas as épocas?). Isso, para xicoburi foi logicamente e  provavelmente completamente inútil, apenas um antigo ” corredor de desabafo” . Xicoburi acho difícil acreditar que as suas obras  de qualidade de algum modo começaram a incomodar os dominadores, tanto física com espiritualmente,  isso por elas, sozinhas nunca conseguiriam. Isso é uma referência ou não? Não tenho certeza. Pode ser que  xicoburi esteja com pensamento distorcido de alguma forma, mas é assim que faço uma coligação entre as palavras (abaixo)de Gregório de Matos e a nossa época:

“Que os brasileiros são bestas
E estão sempre a trabalhar
Toda a vida por manter
Magamos de Portugal. (a burguesia perturbada certamente, xicoburi imagino)
No Brasil, a fidalguia
No bom sangue nunca está,
Nem no bom procedimento,
Pois logo em que pode estar?”
E assim, também aconselha aqueles que desejam se tornar fidalgos:
“E com isto, e o favor de quatro asnotes (asnos no diminutivo).
De pronto ouvir e crer se porá a pique
De amanhecer, um dia, um grão Fidalgo!”

Sim… sim…sim, Xicoburi penso que o nosso povo, pela fidalguia daquela época à burguesia da época atual, continuamos a ser considerados ASNOS…trabalhar e fazer sem pensar o que essa camada que nos (sempre) dominou deseja, quer e fazer por querer… Muitos desses “ASNOS” se sentem felizes com os deboches e imaginam um dia se tornar um dos fidalgos e pertencer à fedorenta burguesia para fazer com que outros “ASNOS” os obedeçam também! Obrigado, Gregório de Matos!  Tchau e ao Rever!