XICOBURI EUFÓRICO JÁ COMEMORANDO OS NOVOS TEMPOS QUE SE APROXIMAM DIGO:

FALTAM APENAS 7 DIAS…

Querido Diário, “Meuzamigo” e “Minhazamiga”, saudações!

Celebração de luz e paz novamente! Então, xicoburi acho que chegará a hora de comemorar novamente a vitória da luz sobre as trevas. Algumas pessoas gostam de transferir essa esperança para suas próprias vidas, xicoburi não as critico, mas acho que independente do que se acredite ou não, há esperança de tempos melhores pela frente, para todas as pessoas.

Gesamideanoj: Festo de lumo kaj paco denove! Do, xicoburi, (mi mem) pensas, ke venos la tempo por festi la venkon de lumo super mallumo denove. Iuj homoj ŝatas transdoni tiun esperon en sian propran vivon, xicoburi (mi mem) ne kritikas ilin, sed mi pensas, ke kion ajn oni kredas aŭ ne, ekzistas espero por pli bonaj tempoj antaŭen…

Bem, e após as linhas introdutórias acima, tão natalinas, xicoburi começarei a postagem de hoje perguntando: E é realmente Natal de novo? Nossaaaaaa, como xicoburi estou envelhecendo tão rapidamente! Direi imediatamente que pode ser que esta impressão não seja autêntica, e a experiência de xicoburi pode ter sido influenciada pelo fato de que ultimamente tenho evitado sair na cidade devido ao meu período de doença. Mas não interpretem xicoburi mal, somente porque percebi que há menos atmosfera natalina agora que saí, em comparação com os anos anteriores. Quando nos anos anteriores ficávamos chocados com o fato de as lojas tentarem começar a sua corrida de Natal no final de setembro (xicoburi mesmo quando pós-adolescente trabalhei num grande magazine onde se anuncia: “Compre agora (era setembro) e comece a pagar em abril (páscoa!).” Qualquer pessoa pode imaginar o efeito dessa “mensagem” pré-natalina no cérebro das pessoas…). os departamentos daquele grande magazine ficaram entupido de ávidos compradores de presentinhos natalinos – o que é bastante extremo em todos os sentidos com exceção do mosto de Natal que é sempre bem-vindo o mais cedo possível – notei que, recentemente, já que na semanas passadas convivemos com as consequências da já famosa vendas com falsos descontos da “Black Friday” foi uma loja que atraiu uma grande placa. Um truque de negócios dos norte americanos que penetrou no mercado de Natal brasileiro… uau! Para variar nosso povo copia e cola coisas daquela nação. Sim, é mesmo no mercado de Natal que fiz a observação mais crítica.

Xicoburi posso escrever aqui sem erro que alguns “Natais” atrás, enquanto a grande metrópole de São Paulo ainda era governada por uma maioria burguesa dos militares, tivemos um grande mercado de Natal em outras grandes lojas como os falecidos agora o Mappin, a Pirani, a Mesbla, a EletroRádiobraz a Garbo, a Rivo e a Sears entre outras. Se fosse um enorme aglomerado de tendas, seria todo ele alojado provisório por todo centro velho da cidade. E o povo trabalhador se entupindo de compras e saindo das barracas além dos pacotes com os carnês de pagamentos em suaves prestações mensais… até os cartórios lhes protestarem por alguns esquecimentos mensais, também. Sim, sim, posso ter criticado a gama pela falta de originalidade, mas xicoburi recordo do papai ter comprado algumas coisas por lá também. No entanto, esse baita mercado de Natal não existe nos últimos anos, não do jeito que era e não consigo descobrir que se seria possível o reestabelecimento parecido em outro lugar no país.

Outro mercado de Natal que tradicionalmente existia e teima em existir até hoje lá na capital São Paulo até que as forças ”antimercado” se instalaram na prefeitura tem sido o da Rua 25 de Março, no centro velho também. Lá xicoburi já comprei algumas bugigangas feitas na China via Paraguai e perambulava bancas dos artesãos e através da fumaça das barracas de alimentação… Churrasquinhos, pipoca, milho cozido, e frutas, muitas frutas da época. Como xicoburi disse até mesmo este mercado de Natal ficou aborrecido e mais caótico do que nunca e estou comprando frutas aqui mesmo na cidadezinha onde vivo, desde que deixei a metrópole. Esse desenvolvimento é uma coincidência?

O instinto de xicoburi diz a xicoburi mesmo que não é coincidência que as placas de Natal estejam diminuindo de tamanho. Na mídia controlada pelo Estado, eles incluíram devoções em frases escritas em inglês, como “off” no lugar de “desconto”… ”cash back” no lugar “devolução parcial de pagamento”… A infalível caída da neve num presépio com trenzinhos e carrinhos apitando e papai noéis de todas as maneiras… isso, antes do feriado de Natal e depois para sempre… Sim, menos de dois episódios acidentalmente perdidos na mesa de edição, cuja perda é relutantemente substituída por duas reprises com leituras da Bíblia do Evangelho de Natal do ano passado, expostas nas vitrines da lojinha da famosa casa que publica livros e materiais católicos…  Ao caminhar pela cidade com essas impressões, fiquei impressionado com aquela sensação que os franceses devem ter tido ao ver as bandeiras com a suástica nazista penduradas na Torre Eiffel e no Arco do Triunfo após a invasão alemã em 1940. Porque de alguma forma xicoburi não pode fugir do fato de que o nosso grande, belo e deprimente país de formato triangular invertido que aprendemos a nomear Brasil está cada vez mais começando a se sentir como um país ocupado. Tantas propagandas de Merry Xmas ou Christmas… e New Year…Aprenda Inglês…Be happy…. Mas ainda bem na frente dos meus olhos. O Natal brasileiro está cada vez mais sem graça!

Xicoburi vou terminando esta postagem por aqui, mas antes disso pergunto: Por quanto tempo o mercado de natalino continuará sendo de Natal e não Comercial?  O grande sonho de xicoburi é alguma vez ir celebrar o Natal em alguma parte da região norte da Finlândia ou mesmo na fronteira da Rússia para ver se encontro por lá um Papai Noel de verdade. Pensando bem, xicoburi provavelmente nunca teria dito isso trinta anos ou mais atrás. Tchau e ao rever… jingobéu…jingobéu…jingobéu!

OS MELHORES VOTOS E BONS DESEJOS!