Querido Diário, “Meuzamigo” e “Minhazamiga”, saudações!
A miséria do nosso país não comove certas pessoas e algumas delas também querem serviço não importa como. E a notícia abaixo consternou xicoburi. Não pela falta de verbas para a Educação, onde universidades quase sem verba para pagar contas de energia elétrica. Não pela falta de verbas para a Saúde, onde quase já não se pode dar tratamento às pessoas que sofrem com o câncer… Não! Não! Realmente quase chorei ao ler que a distinta Sra. teve que ir para seu local de trabalho utilizando um UBER. Isso é realmente comovente… n’é?🧐😭

Bem… então indo diretamente à postagem de hoje com o único “veículo” que tenho à disposição, o antigo mas ainda bom computador com seu teclado tão macio, xicoburi penso que com certeza estamos caminhando para uma era automatizada. Se alguém tem que sair e voar, é cada vez menos frequente encontrar um representante sorridente da companhia aérea que recebe a bagagem, —(a não ser um político sorridente tem a sua disposição essa pessoa)—, pergunta para onde se está indo e cola um pedaço de papel com o destino antes que a bolsa desapareça no elástico no “triturador” para ser distribuído aleatoriamente para algum outro continente que não aquele onde se tem o visto. Em vez dessa empregada ou criada honrada e modestamente uniformizada, se se depara cada vez mais com o chamado serviço de autoatendimento. A pessoa mesmo deve procurar os números e códigos que devem ser inseridos na tela sensível ao toque ensolarada que uma porcentagem não desprezível de todos os pacientes com tuberculose ou outro tipo de doença contagiosa no mundo já tocou. Então essa mesma pessoa colocando os óculos, vasculha a bolsa para encontrar o par de óculos de leitura certo, tenta entender o manual trilíngue (não está em Esperanto!) ou ouve as instruções da máquina abafadas pelos gritos estridentes do sistema de alto-falantes. Ela ignora a fila de alguns metros que se forma atrás de si e sente o triunfo quando a máquina empurra sua bagagenzinha, que por si só parecerá um acidente de avião depois que as pontas adesivas grudarem em tudo o que ela estiver segurando, exceto sua mala…
Xicoburi estou apenas… brincando. Para ser sincero, já vi balconistas sorridentes até nos guichês da lotada super-rodoviária da capital São Paulo. O triste é que agora que esse milagre aconteceu, até parecendo querer se livrar desses indivíduos felizes. Mas, não no aeroporto… O chamado “conferidor rápido”(ai! Tá bom vai o “checkout”!) lá do aeroporto é na verdade uma máquina automática , mais complicada do que a que se encontra na super-rodoviária em seus, e tudo menos rápida, a menos que se pegue a cesta com suas compras não pagas e dê um salto com vara sobre o portão de saída que é o estágio final para todas as outras pessoas honestas. E se não tiver o recibo, será devorado por leões ou destruído por uma vassoura de fogo de alguma bruxa que esteja também tentando voar se pagar a taxa. Entre a impressora de recibos e o referido portão, o “homem invisível” aparece e sopra para longe o recibo que estava em mãos. ( quem mandou não segurar com firmeza!!) Tudo isso acima é chamado de desenvolvimento, mas visa o “descomissionamento”(será que existe esse termo, ou acabei de criar?) O desenvolvimento diz que a pessoa-empresa, como cliente, devem fazer o trabalho para a pessoa que está pagando. Se isso realmente fosse um desenvolvimento e um passo para um futuro desejável, xicoburi teria aplaudido. Mais automação significa melhor economia, diz a empresa. Isso mesmo, pelo menos enquanto xicoburi estiver disposto a pagar tanto por menos de seu serviço… Claro, o caixa pode cobrar alguns reais extras para a sacola de compras, mas ela não levará dez minutos para pegar e bipar ou escanear as coisas na sacolinha, nem pelo menos meio minuto para descobrir por que a máquina se recusa a aceitar um pedaço de alfinete que está espetado na gola da camisa nova, ainda não usada… Quando viajo de ônibus, costumo comprar o bilhete de passagem através de um programa que tenho no celular, é tão rápido e seguro…
Até onde xicoburi sei a única maneira do dispositivo fazer um trabalho melhor do que o caixa – – é se o design parecer, digamos, uma máquina de raios-X no referido aeroporto, onde o cliente coloca as suas mercadorias na esteira e estas entram na máquina e saem embaladas na outra ponta 😉 Não sei como os ovos vão chegar, mas certa vez parece que foi recusada uma caixa de sapatos prematuramente só porque uma pessoa colocou nela um sanduíche feito com três salsichas com molho de tomate num pãozinho torrado…não sei com o que a máquina confundiu esse inocente lanchinho! E uma idosa que tossia demorou tanto para utilizar seu cartão de crédito quanto um carrinho de compras cheio que logo depois tentou despachar para sua netinha… lá longe. É por isso que sempre vou a um caixa com funcionários. Simplesmente porque, como cliente, pago em qualquer caso pelo serviço que recebo.
Bem, e é tudo para esta postagem. Apenas xicoburi digo que esta quinta-feira amanheceu úmida e com nevoeiro depois da forte chuva de ontem à tarde. E novamente fará calor e a chuva voltará. “Gesamideanoj” Hodiaŭ, tagiĝis humida kaj nebula post la pluvego hieraŭ posttagmeze. Kaj denove varmegos kaj la pluvo revenos, do mem xicoburi, mi esperas, ke vi ĉiuj pasigis bonan ĵaŭdon!
