E ENTÃO, VAMOS SOBREVIVENDO, ESCREVENDO E LENDO…

…AFINAL, TEMOS LIBERDADE DE EXPRESSÃO E ESTAMOS NUMA DEMOCRACIA.

Querido Diário, “meuzamigo” e “minhazamiga”, saudações!

E é sexta-feira novamente! Xicoburi digo que os ventos frios desta manhã sopram em minha direção vozes e acho que devo ouvir com o ouvido esquerdo essas vozes agudas que xicoburi conheço.  Elas são pessoas pobres de espírito dos partidos da extrema direita, que não respeitam nossas leis conhecidas. Mesmo assim, xicoburi espero que passemos uma boa jornada de sexta-feira. Xicoburi já escrevi aqui que gosto de ler, de escrever,  porém não gosto de ler o que escrevo. Mas então, vou aproveitar a ventania e ir plainando para a postagem de hoje…

Xicoburi não vou afirmar que vivemos em um mundo livre, do mesmo modo que não vou dizer que a liberdade de expressão não está ameaçada. E também não vou afirmar que Tintim transformará qualquer criança em racista, pois qual é o perigo em ler o TinTim? O jovem jornalista de calças meia-canela e meias à mostra, Tintin, será novamente levado ao balcão. Certa vez na França, onde um particular acredita que o álbum da série “Tintin no Congo” deveria ser banido. E um caso semelhante aconteceu na Bélgica, também…

Em outras palavras; Xicoburi digo que não gosto disso de literatura cuja moral envelheceu com menos dignidade para ser levada a um tribunal com o objetivo de banir. De fato; Não quero proibir nenhum tipo de literatura. Pais, ou responsáveis, que não desejam que suas crianças leiam sobre a viagem de Tintim ao país subdesenvolvido do Congo (que era uma colônia belga) pode fazer a livre escolha de impedir que seu filho tenha essa experiência de leitura. Mas se o pai estiver minimamente interessado em não colocar grades racistas na cabeça do filho, seria melhor ler o livro juntos e comentar por que Tintim faz o que faz. E talvez se atreva a replicar que Tintim se comportasse como um valentão porque era assim que os europeus pensavam que ele deveria ser na década de 1930 do século passado, o XX.

Então, xicoburi não consigo superar o fato de que algumas coisas não envelheceram no livro de Hergé, o criador do “pessoagem” TinTim. Há sempre um homem branco que vem e mostra como as coisas devem ser feitas na África escura. E de lá para cá, mais recentemente, na forma de dois noruegueses que queriam mostrar aos africanos sem instrução como iniciar uma escola para mercenário.  E assim posso dizer sobre o que está acontecendo em nosso país ultimamente, o quê? E repito a pergunta que fiz logo mais acima: Quais os problemas em ler os, escritores importantíssimos como MONTEIRO LOBATO e PAULO FREIRE, por exemplo, os quais mais recentemente ainda, foram e são criticados como maus exemplos e que deveriam ser proibidos nas escolas, no ensino, etc… nesta década de 2020 deste século, o XXI.

 Xicoburi termino por aqui estes pensamentos que transcrevo na postagem de hoje e acrescento que talvez devêssemos gritar menos por proibições e nos dedicar mais à análise do que não consideramos (politicamente) correto. Talvez assim nós abriríamos os olhos e veríamos que nosso próprio tempo também não é tão perfeito, ainda mais com esse tipo de governança que estamos tendo… Tchau e ao rever!