\0/…SEXTA-FEIRA…\0/


PRIVATIZADO: Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence…” (Bertolt Brecht)

Querido Diário, saudações!
Xicoburi digo que não costumo indicar livros para ninguém, porém este é um livro que indico para ler com prazer e entender o que está acontecendo com o nosso país… Um dos trechos do livro diz:

“…Para piorar o quadro, as igrejas do lucro foram à TV. Outra escolade política tinha sido debilitada. Uma outra, bem diferente, fora erguida.A Teologia da Libertação recua, avança a Teologia da Prosperidade. A opção
preferencial pelos pobres dá lugar ao “investimento” na fé: Deus quer ser seu sócio, bote grana, pague o dízimo, obedeça, ele devolve graças. Deus é fiel.Algumas igrejas pentecostais antigas crescem com essa reformulação, essamodernização – é o caso da Congregação Cristã do Brasil e Assembleias de Deus(fundadas no começo do século XX). Nascem outras, filhas típicas do vácuo e doterremoto das reformas neoliberais, do novo mundo de insegurança e incertezapromovido por tais reformas. Algumas delas são fundadas nessa ocasião, e semassificam.Entre esses empreendimentos religiosos de grande porte destaca-se a IgrejaUniversal do Reino de Deus (IURD), capitaneada pelo bispo Edir Macedo e, hoje,a maior e mais emblemática representação do neopentecostalismo conservador.Descendente do neopentecostalismo norte-americano, essa vertente originara--se em um pequeno galpão num bairro do Rio de Janeiro, em 1977. Em 1985 alcançava já duas centenas de templos, em 15 estados do país. Em 1989, possuíamilhares de centros e comprava a Rede Record, uma poderosa rede de rádio e TV,de âmbito nacional…”

Xicoburi pergunto: Quando é que vão entender que os deuses nada doam, nada interferem, nada pedem para nós, humanos, pois os deuses não existem? Pois os deuses são puras criações de nós, humanos.  Porém, xicoburi admito que não tenho  a mínima intenção de fazer crer no que creio.

\0/QUINTA-FEIRA…\0/

XICOBURI PERGUNTO: E QUE TAL SE OLHAREM  PARA A “ SALA DE VISITAS “ DE NOSSO PAÍS, BRASIL, NA NOITE DA VÉSPERA DE NATAL..AO INVÉS DE PAPAI ENXERGAREM VACLAV HAVEL…?
Xicoburi digo que não sou intelectual e quem me dera fosse somente algumas porcentagens  disso. Quem conhece xicoubri pessoalmente sabe que sou bem “lerdinho” intelectualmente. Tudo que escrevo somente tenho que agradecer ao único neurônio de xicoburi que funciona.  Porém, sou curiosos! Curioso pela História Universal e Geografia e sendo assim, na noite passada pesquisei sobre  VACLAV HAVEL, que entre outros livros por ele publicado, pude encontrar um com o seguinte título: O PODER DOS SEM PODER, e nem preciso dizer que já pelo título fiquei interessadíssimo no escritor. Pois bem,
Xicoburi fui pesquisar mais cadinho e encontrei uma de suas peças teatrais que discute como o sistema de poder quebra ou tenta derrubar aqueles que o combatem. Nem sempre é feito com violência direta. Emprega-se mentiras deslavadas também. Vaclav Havel descreveu o jogo como o sistema funcionava irritando muito, lembrando-se regularmente e dando várias dicas para manter o medo… Incrível, xicoburi digo, como os acontecimentos em nosso país dos últimos anos se encontra “embutidos” nessa peça! Ou seria essa peça de Havel nos acontecimentos nossos dos últimos anos?
Xicoburi acho que as pessoas livres sempre prestam homenagem a pessoas como Havel, que não hesitam em lutar pela justiça, apesar de enfrentarem um poder de fogo, liberdade de expressão e reputação. E então, xicoburi acho que não é de estranhar que, apesar de se referir aos gostos de Vadav Havel, olhemos diretamente para a”sala de visitas”  aqui no nosso país, Brasil, na noite de véspera de natal,  e ao invés de Papai Noel, enxergássemos Vaclav  Havel?!

„Acabou a era do emprego. Começa a era do trabalho.” — Václav Havel

AS IDADES…

“meuzamigo” e “minhazamiga,, saudações!

 
Nos primeiros meses de vida, se parece a um rei deitado numa liteira, todos desejam lhe abraçar, acariciar e beijar. Nana nana bebezinho dentro do bercinho.
No primeiro ano de vida, se parece a um porco, que se rola na sujeira. Vem neném, vem meu bebezinho, vem pra banheirinha depois das orelhinhas mamãe vai limpar tua bundinha!
Nos dez anos de vida, se parece a um cabrito: salta, salta e salta. Arrebenta-se, corre, ri enturmar-se, vai pra escola, tira nota baixa e chora.
Mais uma década de vida, já pensa ser um cavalo alazão, fala “relinchando”, se empluma como um pavão e galanteia as fêmeas. Diz que as espinhas estão lá porque está ficando homenzinho, ó pobre cavalinho!  Já não basta só dar as mãos, quer pegar o corpo inteiro, pra azar da família, já não quer mais ficar solteiro.
Depois, quando se casa, se parece a um burro. Volta pra casa cansado, lembrando-se do passado, bebe para esquecer e na mesa dá um murro.
E adquirindo mais idade ainda se não bastasse ter a prole para sustentar, se parece a um cão de tão audacioso, morde a todos quando recebe o pagamento, não há outro argumento senão pedir emprestado porque quase espumando de raiva para casa o pobre coitado precisa levar o pão.

Então já na velhice, se parece a um macaco. Se contemplando num espelho, faz mimica, puxa e repuxa a pele do rosto, mostra a língua e pragueja contra seus cabelos brancos, e resmungando sozinho no banheiro, apertando a cintura, com dor nos rins “ai de mim!” o pobre coitado não acredita que o tempo passou tão rápido e lhe tenha dado uma aparência assim… E não sonha mais com um carrão, disso já começa a sentir medo…”carrão! carrão? Em qual deles caberá o caixão?”