Querido Diário, “minhazamiga” e “meuzamigo”, saudações!
É sexta-feira! Ainda é sexta à noite. Neste momento, centenas, talvez milhares de pessoas frustradas e solitárias estejam sentadas e “zapeando” pela seleção de canais na TV sem encontrar nada significativo. Nada mesmo! O que de significativo nos noticiários mostrando mais sangue do que num centro de hemodiálise, ou nas palavras de políticos que ofendem a constituição, que mentem que jogam contra o sistema eleitoral de seu próprio país, o nosso?
Bem… então se pode sair da frente do televisor e ir para a frente de um computador…Tão lógico isso, xicoburi acho! Abre-se a garrafa de vinho e senta-se em frente ao computador; a coragem aumenta, as palavras são afiadas, o vinho é engolido e voilá… você tem um chamado blog bêbado. Os blogs bêbados às vezes são caracterizados por uma estrutura de frases incomumente incompreensível. Principalmente se o post for feito por volta da meia-noite e tiver mais de 750 palavras. 750 palavras não é muito? Xicoburi penso que sim já começa a ser muito… Especialmente quando se deseja contar tudo no diário – exatamente tudo – por que se comemora a noite de sexta-feira sozinha no computador com uma garrafa de vinho como sua única companhia. Tudo deve ser revelado: ex-marido, ex-mulher, os animais de estimação, o livro que ganhou e nunca termina de ler, o cansaço no trabalho e a rotina chata de sempre, a oficina que instalou o sistema de escapamento no carro de ida e volta, o idiota do lado que lava a calçada sabendo que a água está escassa, os preços dos alimentos que não baixam. E assim por diante…
À primeira vista, xicoburi imagino que isso até pode parecer trágico que as pessoas se sentem sozinhas em uma noite de sexta-feira e blogam bêbadas. Mas, por outro lado, é uma existência livre de riscos (pelo menos enquanto você blogar anonimamente). No entanto, sair com amigos em uma noite de sexta-feira NÃO é isento de riscos. Pelo menos um dos meus conhecidos sabe disso, que vive lá na capital, cuja diversão de fim de semana terminou pouco antes de a ambulância buscá-lo na pista do metrô. O teor de álcool no sangue estava, é claro, no nível do que um blogueiro bêbado comum alcança pouco antes da hora de desligar o computador. Se ele agora encontrar o botão liga/desliga 😉
Xicoburi pessoalmente brindo a tudo e a todos, caros leitores, com um copo de água que pego lá no filtro de barro. Xicoburi não careço de álcool para ser mal interpretado…! E então, hoje começo logo já pela postagem e não como faço de costume com algumas linhas estupidamente introdutórias, pois recebi a notícia que um velho colega de trabalho, que era casado e viúvo de outro bom colega e que tínhamos trabalhado no mesmo local por alguns anos, faleceu ontem à tarde e seu velório está sendo feito justamente neste momento em que estou aqui na frente deste velhinho, porém ainda bom computadorzinho que tenho. Sim! Era um casal de dois seres masculinos e bons amigos de xicoburi! Que ele repouse em paz, e se existir tal possibilidade, que se reencontre com seu outrora esposo no melhor lugar que mereçam estar. E então vou escrevendo que lá… bem lá longe no tempo, lá pelos anos 1980/1990, vivia no centro da capital São Paulo, uma guria de nome Brenda Lee, uma guria como tantas outras que pertencia ao grupo T na sigla LGBTQIa+alfabeto inteiro. Ela ajudava e cuidava das pessoas necessitadas do grupo de homossexuais, principalmente as que sofriam com a AIDS. Certo tempo depois, encontraram Brenda morta; tinha sido terrivelmente assassinada, — (não que assassinatos não sejam terríveis)–, mas ela foi assassinada cruelmente com um tiro na boca. Há agora um centro de atendimento e apoio aos LGBTQIa+. E também sua biografia é trazida pela “titia Viqui”, a qual pode ser lida neste endereço ou lá mesmo na Wikipedia.

Bem, e na segunda-feira próxima passada, o “titio Gugol” fez recordar sobre uma artista que já não se comentava a respeito por algum… a artista Claudia Celeste, cuja imagem copie e colei aqui da telinha do computador e insiro uma matéria constante na “titia Viqui” sobre essa pessoa talentosa que era ela.
Xicoburi sempre perguntei a xicoburi mesmo. Qual é o problema em seres humanos do mesmo sexo se gostarem, se amarem se casarem, constituírem uma família juntos com as devidas tranquilidade e harmonia, talvez até com alguns conflitos tão normais que acontecem dentro de qualquer família? Porém, o quotidiano para esses casais, de certa maneira, é diferenciado. As causas? Xicoburi digo que podem ser principalmente o desrespeito, a discriminação, a não compreensão, a desinformação e até mesmo dogmas religiosos para não citar outros… Dai então, conversa vai e conversa vem, quando a seguinte matéria também veio chamar a atenção de xicoburi: O governo da rica e desenvolvida República de Singapura irá terminar de vez com a criminalização da homossexualidade “masculina”, já que a homossexualidade entre as pessoas do mesmo sexo feminino, não é crime lá. Insiro aqui dois endereços apenas para conferir sobre esse assunto tão em voga ultimamente… tão de certa maneira “inrustido” anteriormente e quem sabe se tão normal futuramente.
