QUANDO AS BOAS INTENÇÕES NOS CONDUZEM AO INFERNO?

… TALVEZ QUANDO DAMOS CRÉDITOS ÀS PESSOAS MÁS BEM INTENCIONADAS.

 Querido Diário, “Meuzamigo” e “Minhazamiga”, saudações!

 Antes de xicoburi desejar uma boa e decorada jornada de sexta-feira, pergunto: Quando as boas intenções nos conduzem ao inferno? Talvez, quando damos créditos às pessoas más e bem intencionadas.  Os pacotes de bondades oferecidos à população tão recentemente e tão próximas das eleições nos dizem muito bem sobre isso.

Bem, então, depois dessa curta introdutória, xicoburi pulo diretamente para a postagem de hoje, que começa justamente agora: Não! Não são as pessoas comuns que criam crises e guerras, mas esses sistemas gigantescos que as pessoas criam e assumem. Esses sistemas podem assumir a forma de religiões, ideologias políticas, enrolações econômicas ou outras formas. Devemos garantir que o bom senso e o pensamento crítico sejam resistência suficiente a esses sistemas. Xicoburi posso estar enganado ou razoavelmente errado quando escrevo aqui o penso: O bom senso e o pensamento crítico nunca são suficientes quando aqueles que controlam os sistemas pensam que tudo está no céu e não se preocupam em ouvir “pessimismo”, bullying ou hostilidade, que são apenas os nomes dados ao pensamento crítico se não for aceitável aqueles que controlam o sistema.

Xicoburi já viajei bem pelo nosso país e de todos os nossos Estados, conheço 23 deles, principalmente suas capitais e algumas de suas maiores cidades. E então posso dizer que em por esses lugares encontrei muita gente boa. E confesso que nunca conheci uma pessoa que posso pensar como ruim ou que tentasse praticar alguma ação maldosa contra a pessoa de xicoburi. Não mesmo! Talvez equivocadas, mas não mal. Mas, naturalmente sei, através dos noticiários, de uma grande minoria que se envolve no crime e é alguma forma de brutalidade. Mas não encontrei pessoas assim durante as andanças. Xicoburi assim penso. No entanto, quando olho para o quadro geral, os sistemas que essas boas pessoas ao redor do país criaram, vemos um sistema enorme, complexo e injusto para alguns, mas apenas para outros – aparentemente dependendo das circunstâncias. É como se esse sistema se tornasse uma visão de ”mundo dominante” uma espécie de religião. Se alguém fica de fora desse sistema, cai sob ele e não consegue sobreviver por causa disso, as pessoas abastadas provavelmente darão de ombros e chamarão “os azarados“.

Xicoburi penso que o sistema econômico de um país é… é um “ônibus” que deve dar carona a todos. O sistema de um governo deve assegurar uma distribuição justa da riqueza e imagino que isso deve funcionar. Mas por alguma razão não funciona perfeitamente quando esse “ônibus” não para em determinado ponto e deixa as pessoas com raiva. A maioria das pessoas já dentro dele parece pensar que o “ônibus” está no rumo certo, apesar das luzes piscam no painel de direção piscam informando que algo não vai bem e o motorista continua o percurso assim mesmo. Sabe algo assim: É como se as métricas de um problema fossem retiradas do contexto e apenas as métricas que mostram que está tudo bem em algum lugar são analisadas. Xicoburi imagino que isso não é uma boa gestão e daí o tal “ônibus” provavelmente não chegará ao fim da linha. No entanto, este tipo de gestão é comum em todo o mundo, por pessoas de bem, que pensam que sabem como dirigir, mas não sabem melhor do que alguns dos passageiros que esteja levando.

Um dos problemas, xicoburi calculo, é quantos de nós nos tornamos. Por exemplo, vou assim dizer, quando os membros mais antigos do parlamento/ congresso do nosso país começaram seus trabalhos no parlamento, a nossa inteira população xicoburi penso que não tinha nem a metade da quantidade que tem hoje. Naquela época, nem energia elétrica existiam, quanto menos telefones e todas as aparelhagens que temos atualmente, isso é óbvio, as cartas eram os principais meios de comunicação. Décadas e décadas depois, apareceu a televisão que aqui no nosso país surgiu no início dos 1950 e era um fenômeno relativamente recente ao redor do planeta.  E, e não havia a tal da Internet, que surgiu por aqui algumas três décadas depois e que pudesse alimentar as pessoas com informações, para que elas pudessem perceber com um pensamento crítico razoavelmente ativo que nem tudo é o que parece. Anteriormente, tais questões eram discutidas em artigos de jornais, revistas, livros ou nos cinemas, naqueles documentários antes de começar o filme e que nem todos podiam publicar. Nossa! E hoje em dia, as informações importantes se espalham como fogo por meio de sites de redes sociais na Internet. No entanto, essas informações nem sempre estão corretas, e é cada vez mais importante ser crítico de onde vem a informação, como ela é apresentada e para qual finalidade. Ainda assim, os antigos sistemas que foram projetados para um mundo completamente diferente são mantidos. E com elas apareceram também as informações nem um tiquinho confiáveis, as tais denominadas: Notícias Falsas ou para que preferir: Fake News! E isso é tão doido!

O problema parece não serem apenas os sistemas que criamos, mas como eles são aplicados.  Sei lá, mas é incrível como os sistemas são criados porque algum sábio ou especialista acha que é uma boa ideia resolver certos problemas e outro tipo de sábio e especialista cria sistemas monstrinhos que são utilizados para o oposto dos primeiros que foram criados para auxiliar, ajudar a humanidade a pensar ou viver melhor. Os sistemas geralmente funcionam bem no início, e principalmente para o problema em questão. Mas então o tempo passa e as circunstâncias mudam. Novos problemas surgem. E de alguma forma as pessoas pensam que o mesmo sistema antigo pode ser aplicado para corrigir esses novos problemas. Não percebe que quando as suposições mudam, a natureza do problema muda. Em vez de resolver problemas, o sistema começa a criar novos problemas, que eventualmente se tornam incontroláveis e assim xicoburi posso dizer que mais um monstrinho foi criado.

A indexação, por exemplo, que xicoburi aprendi que é um desses monstrinhos que foi criado para garantir equilíbrio nas questões creditícias e salariais. Em seguida, a lei foi alterada para que se aplicasse apenas a empréstimos, não mais a salários. Dessa forma, a indexação se torna um monstrengo para quem ganha uma renda por salário, mas lucrativa para quem já tem recursos e os empresta. Essa monstruosidade da indexação cria uma divisão entre as pessoas. Ele recai sobre cada equipe, dependendo se sofre ou ganha.  Mas, xicoburi que adoro ler assuntos relacionados com a História Universal, posso dizer que os fatos históricos ocorridos por séculos e séculos nos mostram que a minoria que são os ricos e poderosos sempre (ou quase sempre) vencem, exceto em casos excepcionais, como quando ocorre uma revolução completa e os aflitos, que são a maioria da população,  se unem e se tornam muitos contra os poderosos, dai…naturalmente algo tem que mudar.

 Bem, assim destarte (ói que chique!) vou terminando por aqui mesmo e inserir uma fotografia que tirei mais cedo, apenas para decorar mais esta postagem quilométrica, uma verdadeira mistureba de pensamentos e dizendo: Tchau e Ao Rever!

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