Querido Diário, “meuzamigo” e “minhazamiga”, saudações!
“Das coisas existentes, algumas são encargos nossos; outras não. São encargos nossos o juízo, o impulso, o desejo, a repulsa – em suma: tudo quanto seja ação nossa. Não são encargos nossos o corpo, as posses, a reputação, os cargos públicos – em suma: tudo quanto não seja ação nossa. Por natureza, as coisas que são encargos nossos são livres, desobstruídas, sem entraves. As que não são encargos nossos são débeis, escravas, obstruídas, de outrem”.
Hoje, inicio a postagem com a citação acima, a qual xicoburi digo que pertence ao filósofo estóico Epíteto, [leia mais aqui sobre sua biografia] que nasceu na Grécia e viveu em Roma como escravo a serviço de Epafrodito, o cruel secretário de Nero que, segundo a tradição, uma vez lhe quebrou uma perna, decidiu em vão valorizar as coisas materiais e os relacionamentos. E pensando no que estamos vivenciando ultimamente xicoburi acho que são coisas ou relacionamentos que entram em nossas vidas e depois voltam. Seria impossível mantê-los para sempre. O nosso povo, pelo que xicoburi posso deduzir, já teve uma boa oportunidade para conseguir um padrão de vida melhor, de certa maneira, perdemos essa oportunidade e vamos ter que nos esforçarmos bastante para reconquistá-la. No entanto, nos esforçamos para manter aqueles que amamos para sempre, e ficamos cheios de profunda tristeza quando o que amamos desaparece de nossas vidas. Mas a mentalidade pode ser ajustada para que sejam simplesmente eventos prontos na vida; é assim que acontece e não há nada que possamos fazer sobre isso, a não ser decidir como o desaparecimento dessas coisas e relacionamentos afetará nossas mentes e emoções.
Mesmo estando enganado, xicoburi gostaria de dar um exemplo: Se alguém fica na frente de um esquadrão de execução com os olhos fechados. Suas mãos estão amarradas atrás das costas e suas pernas estão amarradas a um poste. Será que se pode fazer algo sobre isso? O homem encarregado do esquadrão de execução começa a contagem regressiva… 10…9…8…7…6…5… Esse alguém não pode se livrar das amarras. E o último momento se aproxima, quando continuam a contagem regressiva… 4…3…2…1 até zero e sete atiradores atiram em conjunto ao mesmo tempo. O que se pode fazer? “Nada!” alguns podem responder. “Aperte a mente!”, dizem outros. E por fim… Até “Aceitar o que aconteceu”. E começar a derramar lágrimas amargas, talvez?
Xicoburi posso então observar que aí se esse alguém tem uma escolha, algo que pode não importar para o que vai acontecer, mas pode ser importante para si mesmo. Esse alguém pode decidir gritar e chorar, tremer e lutar até o fim, ou pode decidir se levantar ser feliz e alegre, sorrir na frente do esquadrão de execução e quem até sentir compaixão por eles. Ambos são possíveis, mas a última abordagem requer uma certa disciplina e mentalidade. Pode não mudar o que acontece, mas pode mudar a maneira como esse alguém lida com as coisas sobre as quais não tem controle. Xicoburi digo que felizmente, não acabamos na frente de um esquadrão de execução dia após dia em nossa existência, mas encontramos várias coisas, incluindo esse tempo angustiante pelo qual passamos atualmente em nosso país. Ou, também, experimentamos a perda de um ente querido, podemos sofrer um acidente de carro, podemos ter dificuldade em controlar nosso peso e saúde, possivelmente devido a uma doença incontrolável. Muitas coisas podem acontecer e muitas coisas acontecem. Não importa o que aconteça se pode controlar a mentalidade, como reage, como decide pensar, como decide se sentir, possivelmente mentalmente bem, mesmo que esteja sofrendo fisicamente.
Porém, por outro lado, xicoburi penso que podemos decidir nossa própria mentalidade, não importa o que façamos. E não importa o que aconteça, podemos manter essa mentalidade se é isso que queremos fazer. Esta é uma maneira muito legal de olhar para o mundo, mas é possível. Pode ser desejável para quem acha que sofre muito nesta vida, porque assim poderia encontrar uma maneira de enfrentar a tragédia com um sorriso no rosto e coragem no coração, e até encontrar a felicidade dentro de suas próprias limitações e do mundo, em vez de vencido pela dor. No caso político nosso atual… teremos as eleições no próximo outubro e xicoburi tenho certeza que sabendo escolher, poderemos sim sair desse sufoco que está nos perturbando. Devemos votar com consciência, com razão e não com a emoção provocadas ou por influencia de redes sociais ou por notícias não verdadeiras…

E então, xicoburi vou terminando por aqui mesmo esta postagem… porém, não sem antes acrescentar que: O futuro do grupo que está acabando com a nossa nação deverá se iniciar imediatamente? Xicoburi penso que esse seria um tema válido para ser discutido por todos que vivem se perguntando “- Como vamos salvar o Brasil tirando as mãos desses delinquentes dele?”. Infelizmente, foi um grande revés, iniciado antes das ultimas eleições e xicoburi penso que não havia muito que a maioria do nosso povo pudesse concordar e apenas aceitar. Agora tem de existir algo como uma estratégia chave para salvar o país e acredito que esse algo está na escolha correta nas próximas eleições! Xicoburi desejo uma boa e reflexiva jornada de quinta-feira que amanheceu por aqui bem geladinha!
