A VIDA É COMO UM MOLHO…

…ENTÃO, VAMOS COLOCAR MAIS MOLHO NA VIDA OU MAIS VIDA NO MOLHO.

Querido Diário, “meuzamigo” e “minhazamiga”, saudações!

A hhh! E é segunda-feira novamente! O dia mais espetacular da semana! E sendo com essa saudação ao dia mais estimado de xicoburi que vou iniciar a postagem de hoje… Então, vou escrevendo que vários anos atrás (bastante anos atrás mesmo!), xicoburi acabei na situação em que sofria de náusea crônica. As idas esporádicas de xicoburi ao serviço de saúde foram infrutíferas, pois xicoburi era “saudável” demais para que meus problemas fossem levados a sério. E, no entanto, essa náusea crônica estava levando xicoburi ao suicídio. Depois de cada refeição, sentava xicoburi trancado no banheiro com calafrios e náuseas. No final, bastou sentir o cheiro de comida para ficar gravemente doente. Esses problemas não eram mais físicos, mas se tornaram também mentais… xicoburi comecei a ficar descontrolado, irritado, sem animo, e coisas assim parecidas. Bem… o tempo foi passando e agora que cheguei à idade em que fico mais animado para assistir a um programa de culinária na TV do que àquelas cenas oleadas apresentadas pelo desprezível programa BBB.. Mas em ambos os casos, é algo que é inatingível para xicoburi. Não há realmente algo que chame a atenção de xicoburi naquele programa de TV. E os programas de cozinha sofisticados – e por vezes totalmente exagerados – assentam numa estética gourmet que não se enquadra na vida real de xicoburi, seja a própria cozinha ou como cliente de um restaurante ou lanchonete ou mesmo um balcão de pastelaria. O obstáculo no primeiro caso é a falta de qualidade, de pudor, de cultura… enfim . No segundo caso, algo pior: fobia social. O que é isso? Ou pior… que o estômago dê seus sinais de embrulho e desconforto…

Mas, hoje em dia é raro que xicoburi precise sofrer de problemas estomacais, já não careço mais ficar preocupado quando é que aparecerão, eles já fazem parte do quotidiano de xicoburi! Tudo o que era necessário poderia ser uma cura inicialmente com sais de frutas e depois com Omeprazol e outros medicamentos para enjoos e dores estomacais ou ulcerações, algo que a saúde havia negado para xicoburi por meia década, assim pensei e assim comecei. Só que não tem sido isso tão espetacular, se xicoburi tivesse se preocupado em buscar na medicina, profissional competente para obter essa cura mais cedo? Sim, mas a que idiotice da parte do jovem xicoburi, o que seria era o mais sábio e assim presumi que o médico de xicoburi seria xicoburi mesmo. E naturalmente e óbvio estava errado. Sendo xicoburi o próprio médico de xicoburi mesmo tornou os anos que seriam os melhores da minha vida completamente insuportáveis… e agora que xicoburi se dane!

E é com muita gratidão que recuperei o apetite, ainda que com certa severidade. Por outro lado, em grande parte tive que manter minha fobia social. Adoro comer boa comida, desde não contenha nada de carnes (todos os tipos) ou peixes, já que sou vegetariano; mas não consigo fazer isso em uma grande empresa, ou em outros lugares como comentei mais acima, e certamente não em horários fixos. Então sinto um estresse que desencadeia uma náusea, que por sua vez apaga o pouco de apetite que me restava. Só posso comer quando estou com fome. Xicoburi careço tanto de quietude quanto de flexibilidade à mesa de refeições. Como se pode perceber, um jantar do Nobel seria um verdadeiro deleite para mim. O mesmo vale para uma visita a uma das mais famosas e mundialmente conhecidas lanchonetes como a “Maisquedane-se”. Com este pano de fundo, pode-se pensar que xicoburi odeio comida como o gato odeia a água do banho. Não! Não! Não é desse jeito! Gosto de cozinhar, de preferência comidas rápidas. A especialidade de xicoburi são os molhos. De preferência molhos que sejam adicionados nas inspirações do momento. Com base em “cozinha pratica faça você mesmo”, meio cubinho de caldo de vegetais e um pouco de leite ou creme de leite, adquiri um arsenal de potes de especiarias e ervas congeladas para poder expressar expectativas que tenho para cada refeição 😉 Assim posso garantir que as narinas e as papilas gustativas dizem para xicoburi quais ingredientes devo colocar por sua vez – nenhum molho é o mesmo de uma refeição para outra. Já foi tão longe que durante os jantares em família, o arroz com vegetais está no forno e as batatas e os ovos na caçarola e o cérebro indica para xicoburi que falta ainda para cozinhar um dos molhos que tenho anotado no caderninho. Nisso, não sinto que sou um chef um sinto um artista de requintada cozinha!  Com colheres e pinceis de silicone e boas caçarolas. E este artista baseia seu trabalho inteiramente na intuição e nada na experiência, ao contrário dos chefs de TV bem dirigidos. Geralmente com bons resultados, posso supor, porque sempre se luta pelas últimas gotas, mesmo que a panela estivesse cheia desde o início.

 Um passarinho contou para xicoburi que em certo período da História Universal, há muito tempo, havia um ministro num culto e progressista país que passava mais tempo na cozinha do que em seus deveres. Esse ministro deve ter feito um grande dano ao seu país! 🙂 Xicoburi até acho que se todos os ministros e certos governantes fizessem seu trabalho dessa maneira, o mundo provavelmente seria bem despreocupado! Que pena que o daqui se enquadra nisso! 🙂 Absolutamente! Xicoburi acho que xicoburi mesmo poderia até imaginar votar em um político desses!🙂 Bem, mas retornado ao texto original desta postagem, xicoburi digo que quando realmente consigo um jantar, sinto-me como uma vítima de trânsito mutilada que aprendeu a andar sem muletas! Com a panela na mão, me sinto mais masculino do que teria feito com duas, dois ou duEs participantes do BBB oleadEs de cada lado de xicoburi. E não raramente penso que essa felicidade xicoburi teria me tornado se tivesse tirado minha própria vida devido à doença não tratada dez a quinze anos atrás. A vida é como um molho. O molho faz a vida. Se não tornar muito complicado, se pode ser comido todas às vezes. Geralmente ajuda melhor do que beber para engolir o que é seco na vida. É um mistério para xicoburi que se se preocupe tanto com o seu cérebro com qual tipo de vinho se lava a comida, quando afinal é o molho que é o lubrificante para o que deve ser engolido.
Xicoburi vou finalizando esta postagem por aqui mesmo e com duas perguntas: Por que subestimar o molho, não é mesmo? Por que subestimar a vida, não é mesmo?  Tchau! E Ao rever!

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