Querido Diário, “minhazamiga” e “meuzamigo”, saudações!
Já foi dito, um povo recebe o governo que merece. Provavelmente importa não menos se temos alguma chance de verificá-los, ou se nós (assim como na religião) decidimos seguir certos indivíduos ou indivíduos (o Messias?) e / ou “nosso rebanho”. Felizmente, ainda acontece regularmente que me deparo com artigos que me fazem “pensar”, ou seja, um pouco mais profundo do que a meio do dia, por que… já basta! Pelo que xicoburi entendi neste excelente artigo – por exemplo, apenas à luz da manchete —
–o qual trata de como a ciência foi “sequestrada” pela política e usada para justificar interferências sem precedentes na vida dos indivíduos. Ciência é uma coisa, cientistas são outra. Alguns cientistas sem dúvida gostariam de se tornar “autorizados” sobre o que deveria ser feito, mas outros parecem saber seus limites (isto é, como cientistas) e deixam a política decidir o que fazer. Talvez a questão que permanece após a leitura desse artigo seja, antes de mais nada, como determinar se / quando a “autoridade” da ciência foi longe demais. A resposta pode ser individual e diferente entre os países. Xicoburi tenho essa opinião…
Bem, mas então vou seguindo dizendo que talvez… [já que tudo que penso carece de um repasse para ser confirmado e decididamente não sou daquelas pessoas que bato o martelo para tudo que digo pois o que o digo é o que é…não! nada disso! Adoro receber críticas construtivas, correções justas, etc…], …talvez, uma forma de responder é recorrer à democracia, e então muito infelizmente, o nosso Brasil NÃO será um bom exemplo porque, neste nosso grande, belo de deprimente país de formato triangular invertido, o governo atual NÃO seguiu e NÃO VEM seguido deliberadamente quase completamente as recomendações dos cientistas. De jeito maneira, não mesmo! O que dizem os eleitores? Isso será respondido nas próximas eleições, acho xicoburi, mas de acordo com cada votação, o governo ainda, desgraçadamente contará com o apoio de uma porção desmiolada do povo e os alguns partidos agora e desde já, aumentam seu apoio à base de $$$. Isso indica que há uma vontade antidemocrática de “NÃO seguir a ciência”, pelo menos, neste país. E é correto fazer isso? Bem, xicoburi acho que embora pareça algo horrível de ser feito, para a porção de população que é seguidora e apoiadora essa coisa que aí está desgovernando a nação, que é a minoria do nosso povo, pense assim. Esta questão não pode ser respondida cientificamente porque a ciência, por sua natureza, nada diz sobre o que deve ser feito, apenas explica o que é . Embora o digníssimo presidente da república e sua equipe esteja sempre disposta a prever o que fazer – mas não porque eles sejam médicos ou cientistas, mas porque eles são o que são…ignorantes!
Xicoburi sei que a maioria das pessoas sabe muito mais do que xicoburi sabe que seguir a ciência não tem necessariamente de ser entendido como uma espécie de “fé na ciência”, como se fosse uma autoridade superior. É muito fácil explicar a diferença em como “autoridade”, por exemplo, o Deus (ou os deuses!) é obtido e como a autoridade (autoridade?) Da ciência é obtida. É possível tomar uma decisão sábia para seguir a autoridade da ciência, mas seguir a autoridade desse Deus (ou dos deuses) não pode ser decidido da mesma maneira. Em outras palavras, pode fazer sentido “seguir a ciência”, mas deixar de lado as próprias convicções e o intelecto limitado. Pegue emprestado o bom senso, como se costuma dizer. É tão compreensível que as pessoas achem este um passo difícil de dar, talvez especialmente se alguém estiver fortemente convencido da importância do indivíduo e de seus direitos, e sempre se preocupou com a tirania do governo. Então, há o risco de que a ciência comece a atiçada por essa gente como algo do mal e também há o risco de ver os cientistas como assassinos implacáveis que o governo “libertou” contra pessoas inocentes. E tem mais uma questão: Ela se trata de como está relacionado a essas especulações sobre o domínio da ciência. Vivemos em um regime misto, um híbrido instável de formas de autoridade democráticas e tecnocráticas. A ciência e a opinião popular devem ser levadas a falar a uma só voz, tanto quanto possível, ou haverá conflito. Xicoburi acho deve haver alguma harmonia entre o conhecimento científico e a opinião por meio da educação. Mas, na realidade, a ciência é difícil e existe em grande quantidade e acho que é por isso que a aceitar principalmente com base na fé. Isso vale para a maioria dos jornalistas, professores e médicos bem como para os varredores de ruas, catadores de latinhas e quaisquer outros trabalhadores. O trabalho de conciliar ciência e opinião pública é realizado, [e que pena!], não por meio da educação, mas por meio de uma espécie de demagogia distribuída, pelo ‘Cientismo’ ou ‘Cientifismo’ Xicoburi penso que então, não todos estamos aprendendo que essa não é uma solução estável para o eterno problema de autoridade que toda sociedade deve resolver. Só posso as pessoas ao meu entorno que leiam e pesquisem artigos de ‘confiança’ que os levem a pensar sobre isso e então, espero que pessoas diferentes cheguem a muitas conclusões diferentes, o que não é nada além de positivo.
Este período que estamos todos atravessando com a pandemia, sem duvida nenhuma, está trazendo, ou já trouxe à tona uma dissonância entre nossa imagem idealizada da ciência, por um lado, e o trabalho que a” ciência “é chamada a fazer em nossa sociedade, por outro. Xicoburi acho que a dissonância pode ser atribuída a esse descompasso entre a ciência como uma atividade da mente solitária e a realidade institucional dela. A ‘grande ciência” é fundamentalmente social em sua prática, e com isso vêm certas implicações. Na prática, “ciência politizada” é o único tipo que existe (ou melhor, o único tipo de que você provavelmente ouvirá falar). Mas é precisamente a imagem apolítica da ciência, como árbitro desinteressado da realidade, que a torna um instrumento político tão poderoso. Essa contradição agora está abertamente. E aqui no nosso país, com as pessoas que estão atualmente (des-) administrando a nação, já se pode observar que as tendências “anticientíficas” do populismo são em medida significativa uma resposta à lacuna que se abriu entre a prática da ciência e o ideal que subscreve sua autoridade. Como forma de gerar conhecimento, é o orgulho da ciência ser falseável…bem ao contrário da religião.
No entanto, que tipo de autoridade seria que insiste que sua própria compreensão da realidade é meramente provisória? Xicoburi me pego pensando nisso, já que presumivelmente, todo o objetivo da autoridade é explicar a realidade e fornecer certeza em um mundo incerto– (dá até vontade de rir em xicoburi, mas não encontrei algo melhor para tentar me posicionar a esse respeito!)–, em prol da coordenação social, mesmo ao preço da simplificação. Para cumprir o papel que lhe é atribuído, a ciência deve se tornar algo mais parecido com religião. “Seguir a ciência” para minimizar certos riscos enquanto ignora outros nos absolve de exercer nosso próprio julgamento, ancorado em algum sentido do que faz a vida valer a pena. Também, é legal saber que isso nos alivia do desafio existencial de nos lançarmos em um mundo incerto com esperança e confiança Uma sociedade incapaz de afirmar a vida e aceitar a morte será povoada por mortos-vivos, adeptos de um culto à semi-vida que clamam por cada vez mais a orientação de especialistas. Cada vez mais, a ciência é pressionada ao dever de autoridade e é invocada para legitimar a transferência de soberania dos órgãos democráticos para os tecnocráticos e como um dispositivo para isolar tais movimentos do reino da disputa política. E desta vez posso dizer que não é somente aqui em nosso país, basta ler, ouvir e ver as notícias vindas do exterior…ufa!
Bem, é isso! Xicoburi vou terminando por aqui já que sei que por mais divertido que seja um blogue, é um pouco óbvio que as canetas não estão diretamente na “linha de interesse geral”, pois ainda adicionando aqui: quem sou xicoburi para ficar dissertando sobre esse tema tão complexo, n’é?! Porém, para não perder a praxe, vou inserir uma fotografia que tirei hoje mais cedo. Tchau e ao rever!
