Querido Diário, “minhazamiga” e “meuzamigo”, saudações!
Nós todos temos falhas e é desse jeito que xicoburi nem penso e nem acho, mas imagino que temos preconceitos dos quais temos o dever de nos livrar, porque nos impedem de encontrar o rumo certo na vida. O preconceito é como uma sombra. Eles estão por trás de coisas iluminadas, e quando se pensa que finalmente colocou as mãos nele, ele se foi. E se você acha que ele se foi, provavelmente está errado, ele apenas se mudou.
Xicoburi tenho desta vez quase certeza absoluta que nossa mente é um fenômeno incrível. Ela pode ser usada como uma série de luzes, assim como num painel, depois de adquirir um novo conhecimento, uma nova luz se acende, dando-lhe uma nova visão e as sombras desaparece. É o conhecimento de algo verdadeiro que pode brilhar com tanta força e de tantos ângulos que o preconceito desaparece, pelo menos por um momento. Mas não importam quanto conhecimento adquira o que aprendamos muito, o que somos iluminados, as sombras sempre se infiltram na mente, e o único conselho é adquirir mais conhecimento e compreensão para iluminar os lugares onde as novas sombras se formaram.
A grande questão que xicoburi tenho é se alguém pode ser totalmente iluminado e o que isso significaria. Alguém poderia realmente ter conhecimento de si mesmo e de sua própria natureza, do mundo e sua natureza, da realidade e das possibilidades além do mundo material? (O sujeito que está na presidência atual do nosso país, por exemplo!) É fácil imaginar um ser que tem tal imaginação, muitas nações formaram religiões em torno de tais seres, existam ou não. O que importa aqui não é a existência do ser, mas que possamos imaginá-lo e acreditar nele. Só isso nos dá uma ideia de onde podemos ir neste mundo, nos mostra que não somos apenas pó e poeira, mas possivelmente algo mais, algo que pode iluminar o mundo, mesmo que fosse apenas como um momento de jogos.
Xicoburi li certa vez que o Odin sacrificou seu outro olho para ter tal conhecimento, e o Deus da Bíblia, o Alcorão e a Torá é onisciente e cheio de conhecimento, vê tudo o que aconteceu, está acontecendo e vai acontecer, um dia para ele são mil anos e mil anos um dia. O mesmo é verdade para o Buda que encontrou o Nirvana, a iluminação definitiva, e o mesmo pode ser dito de Sócrates, que acreditava que uma pessoa sensata que pensasse com clareza poderiam alcançar um nível superior de existência e encontrar pessoas ali por toda a eternidade que vieram até aqui. Mas isso é possível para humanos imperfeitos como nós? Podemos ser tão bons, íntegros, racionais e claros que ganhemos conhecimento do que é real, em vez de constantemente rolar para fora da lama da realidade virtual, ou do tangível, do que consideramos ser a única realidade verdadeira, apenas porque podemos percebê-lo com nossos sentidos?
Xicoburi e vocês, milhões e milhões de pessoas que habitam este planetinha Terra e que leem com interesse tudo o que o único neurônio que funciona em xicoburi faz xicoburi escrever (cóf! cóf! Cóf! até tossi agora de tanto rir!), “olhamos” cada vez mais para o universo através das imagens da televisão e vemos que já conseguimos controlar remotamente um desses trequinhos em um planeta distante. Empurramos esse trequinho para lá e para cá, remotamente. E esse trequinho pode coletar informações sobre o que está lá fora. Isso afeta alguma coisa aqui? Esse novo conhecimento afetará tudo o que sabemos? Precisamos reavaliar a realidade cada vez que aprendemos algo novo sobre o mundo ou sobre nós mesmos? E quando aprendemos algo novo sobre nós mesmos, isso significa que o conhecimento do mundo é atualizado de alguma forma?
Xicoburi acho e acho porque não tenho a menor certeza disso, mas voltando ao acho, acho que melhor ferramenta que temos para aprender sobre nós mesmos é exatamente a mesma que usamos para aprender sobre o mundo. E acho que isso deve ser um tipo de raciocínio. Raciocinar não é apenas perceber que dois mais dois são quatro, xé! De jeito maneira… pois existem um mundo de números entre esse dois mais dois que até Einstein ou o nosso maravilhoso conterrâneo, o Malba Tahan duvidaria! E esse raciocínio é crítico, criativo e tenta fazer com que vejamos os limites do pensamento e da realidade. Esse raciocínio acende as luzes e afasta as sombras. E agora começou a iluminar a velha sombra no planeta Marte, mas não sem acrescentar uma nova sombra, a sombra do trequinho, a sombra que pertence a nós, terráqueos… Então para terminar este pensamento (escrito? Ou transcrito?) de hoje… Acho e acho e “re-acho “(glup!) que já está na hora de pelo menos nós, o povo brasileiro, sair da sombra e aproveitar a luminosidade que temos de sobra em nosso grande, belo e deprimente país de formato triangular invertido e enxergar que ainda… aindaaaaaaaaaaaa…temos solução para arrumar essa bagunça. Afinal, já não estão passeando em Marte, mesmo com a fome assolando boa parte do nosso planeta?! Bah!
Bem… então vou terminando este mais um pensamento que tenho, sem duvida pleno de erros pois naturalmente isso acontece porque xicoburi, afinal, não sou um ser iluminado…e então também insiro a fotografia que tirei bem mais cedo, quando o dia está começando a ser iluminado pelo grande astro rei…Tchau até ao rever!
