É POSSÍVEL ACABAR COM A…

… INICIATIVA

Querido Diário, “meuzamigo” e “minhazamiga”

Xicoburi sei que vocês sabem mais do que xicoburi que ao nosso entorno sempre há uma ou mais pessoas gosta(-m) de certa maneira de “podar”, de interferir, de minimizar nossos pensamentos e ideias, e o pior de tudo parecem se sentir bem quando freiam ou tentam frear nossas iniciativas. Quase sempre com o tal e velho conselho que o pai do pai do pai já dizia que isso… que aquilo…não dará certo…é melhor não por a charrete na frente do pangaré, etc…etc…etc…e a gente acaba por brecar a nossa iniciativa de fazer algo… e ficamos até acabrunhados por causa disso…com aquela angústia de que se “fizesse sem dizer nada, a coisa teria acontecido do jeito que havia pensado” ou então: “Por que não tomei iniciativa por mim mesmo, sem esperar conselhos? Bem! …Xicoburi encontrei alguns verbetes sobre o que é a INICIATIVA e encontrei que: A palavra INICIATIVA no nosso idioma vem do Latim initiātus. E que “iniciativa” é aquilo que dá lugar ao início de algo. Trata-se do primeiro passo de um projeto ou do ponto de partida de alguma ação. Em algumas constituições, a iniciativa popular ou cidadã é um procedimento que permite a intervenção direta do povo na proposta e adoção de medidas legislativas. O habitual é que as pessoas possam apresentar petições com aval (através de assinaturas) para que um determinado assunto público seja submetido à consideração política. Uma alteração da lei, uma reforma de um estatuto ou uma emenda constitucional são algumas das possibilidades que oferecem as iniciativas dos cidadãos. Nos relacionamentos, a pessoa que toma a iniciativa é aquela que, desde quando se encontra interessada na outra pessoa, diga como se sente em relação a ela, por exemplo: “eles já namoravam há muito tempo e foi ela quem tomou a iniciativa e sugeriu que eles morassem juntos”. Entende-se também por iniciativa quando pessoas praticam uma determinada atividade sem que haja patrocínio ou algum tipo de ligação com o governo, sendo isso conhecido como “iniciativa privada”. Ou seja, as empresas que não são controladas pelo Estado são conhecidas como empresas do setor privado ou uma iniciativa privada. A iniciativa privada envolve empresas que possuam apenas uma única pessoa até as grandes corporações. E logicamente muito mais explicações sobre essa palavra poderemos encontrar. Xicoburi penso que todos nós já estamos fartos de ouvir, ver as notícias sobre os descalabros do governo atual, sua atitudes nada democráticas…E temos receio de tomar uma iniciativa. Esperamos a total moldagem dos nossos ideais, dos nossos pensamentos segundo a manipulação em massa. Vamos aguardando os fatos se desenrolarem, e não tomamos uma iniciativa…Agindo assim, mais cedo ou mais tarde perceberemos que não mais agimos segundo nossos próprios interesses…apenas fazemos o que os outros fazem…aceitamos…esperamos e reclamamos.

  Xicoburi acho que devemos pensar e analisar os fatos para tirar as nossas próprias decisões e então, assim tomarmos a iniciativa de pedir algo, tomar algo, estudar algo, etc… Não devemos fazer algo desse jeito, dessa maneira ou daquele jeito ou daquela maneira somente porque a maioria está fazendo, somente porque a maioria faz assim ou daquele jeito. E de jeito maneira, acho que devemos frear as nossas iniciativas, somente porque alguém sugeriu que… ”deixe pra lá“ ou “Mas, pra quê fazer isso?” ou coisas parecidas.

Xicoburi vou agora postar um estória que li numa página sobre educação, cultura, psicologia, tudo junto e misturado, e que foi escrita por uma pessoa no anonimato.  Como a maioria das estórias, esta também começa com ERA UMA VEZ… e então lá vai:

Era uma vez um guri que deveria começar na escola, cujo edifício era muito grande. O guri tinha que subir muitas escadas e depois tinha que atravessar por um longo corredor para chegar à sua sala de aula.  Passado alguns dias, já se habituado à sua escola e sentadinho em sua carteira, o professor disse: “Classe! Hoje, vamos desenhar e colorir!”“Ótimo legal!”, o guri pensou. Ele adorava desenhar e pintar leões, tigres, vacas, pássaros, carros e barcos. Ele pegou suas cores e começou a desenhar. Mas o professor lhe disse: – “Espere um minuto, você não pode começar imediatamente! Vamos todos começar juntos” Então aguarde minha ordem para começar.” O professor esperou até que todos estivessem prontos e então disse: “Vamos desenhar flores!” “Que legal”! Pensou o guri, que gostava também de desenhar flores e pintá-las de muitas cores. Mas o professor disse: “Esperem! Vou mostrar como desenhar e colorir as flores”.  E então, o professor desenhou na lousa, flores vermelhas com caules e folhas verdes. “Agora vocês podem começar!” Disse o professor. O guri observava calado e atentamente a flor do professor. Então ele desenhou sua flor no caderno e a achou muito mais bonita do que a do professor… Mas ele não disse nada, fez uma bolinha com seu papel desenhado e o jogou na lixeira. Ele pegou uma outra folha do caderno e começou de novo e desta vez tentou imitar o desenho da lousa feito pelo professor. Ele desenhou flores vermelhas com folhas e galhos verdes. Alguns dias depois, o professor estava ensinando seus alunos a trabalhar com argila. “Que legal!” Pensou que o guri. Ele adorava trabalhar com argila. Ele podia fazer muitas coisas como bonequinhos, casinhas, cobras e ratos. Ele imediatamente começou a moldar sua argila. “Espere, você pode não começar imediatamente! Vamos fazer discos!” disse o professor. “Que legal! Eu também gosto de mexer com argila e fazer discos de tamanhos e formas diferentes!” Pensou o guri. E assim começou a formar discos em várias formas e tamanhos diferentes. Mas o professor o vendo, logo lhe disse: “Espere! Espere! Vamos começar todos juntos e eu vou mostrar como nós faremos!” E ele mostrou à gurizada como o disco deveria se parecer. “Pronto”! Agora vocês podem começar!” disse o professor. O guri por sua vez olhou para o disco do professor, e começou a modelar os seus próprios discos, e quanto mais disquinhos de argila fazia, ele via que os disquinhos estavam sendo modelados muito melhores do que aquele um modelado pelo professor. Mas ele não disse nada, e num impulso, pegou todos os seus disquinhos, ajuntou todos novamente numa bola de argila só e começou a modelar daí, um disco mais parecido que podia modelar imitando o disco do professor. Aos poucos, o garoto aprendeu a esperar, ouvir bem, tomar conhecimento e fazer como o professor lhe disse como ele deveria fazer as coisas. Até que alguns meses depois, a família do guri teve que se mudar para outro lugar e ele teve que começar em uma nova escola. Esta escola ainda era maior que a outra, e o guri teve que subir muitas escadas e ainda outra caminhada mais longa no corredor para ir para sua sala de aula. O primeiro dia na nova escola, a professora disse: “Hoje vocês podem começar desenhar e pintar!”. “Legal!” Pensou o guri. E assim esperou as instruções da professora sobre o que ele deveria fazer. Pintar já ou aguardar as ordens para começarem todos juntos… ou pintar o quê? Mas a professora não disse nada além de andar pelos bancos e vigiar as crianças. Ela veio até o guri e perguntou: – “Você não vai desenhar alguma coisa?” “Vou sim!”, respondeu o garoto e perguntou em seguida:- “O que devo desenhar?” – “Eu não sei”!, respondeu a professora e em seguida lhe perguntou: “O que você quer desenhar?”“Num” sei! Sei lá!”, respondeu o guri. – “Você pode desenhar o que quiser”, disse a professora. —“Mas que cor devo usar?” perguntou o guri. – “Você pode usar qualquer cor”. Se todos desenham a mesma coisa com as mesmas cores como eu deveria conhecer suas pinturas, seus desenhos em separado, não é mesmo? Então faça como seus coleguinhas, desenhe e pinte como quiser, como a tua mente mandar, sabe?”“Eu não sei mais fazer assim, isso!” disse o guri. Mas então, alguns instantes depois, vendo seus coleguinhas desenhando e colorindo, o guri começou a desenhar uma flor. A flor era vermelha com caule e folhas verdes. 😮

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