Talvez este poema de Baudelaire O VERDUGO DE SI MESMO na obra AS FLORES DO MAL, possa te explicar TEMER? …e como te explica, TEMER! .
“Sem cólera hei de te atacar Como um carniceiro e sem ódio!
Como o fez Moisés no episódio Do rochedo – e de teu olhar,
Há de beber o meu Saara,
A água do sofrimento mansa.
Meu sonho cheio de esperança
No teu pranto como nadará! C
omo uma nave que ao mar larga,
E em meu ébrio coração
Teus soluços ressoarão
Como um tambor rufando à carga!
Pois eu não sou um falso acorde
Nesta divina sinfonia,
Graças a voraz ironia que me sacode e que me morde?
Ela em minha voz vocifera!
Todo meu sangue é este veneno!
Eu sou espelho tão terreno em que se contempla a megera!
Eu sou a chaga e o punhal
Eu sou o rosto e a bofetada!
A roda e a carne dilacerada,
Carrasco e vítima afinal,
Sou vampiro de meu coração, –
Um desses mais abandonados ao riso eterno dos condenados
E que nunca mais sorrirão!”
\0/FranciskoBrazilo acha que explica, você acha que explica?\0/