Querido Diário, Camaradas, “Minhazamiga” e “Meuzamigo”, saudações!
A felicidade tomou conta de xicoburi mais cedo logo nesta manhã de tal maneira que vou até começar esta postagem fazendo uma pergunta cômica: “Qual é o nome da música jamaicana que fala sobre o fim do mundo?” Resposta: “Apo-Calipso!” Quando digo que este é o melhor dia da semana, sempre duvidam ou fazem pouco caso, mas hoje temos duas ótimas notícias: Começou a chover aqui na região e há previsão para mais água em breve… A ESQUERDA-socialista derrotou a “extrema-direita-nazi-fascista” na França! Que belezura!

Os nossos heróis brasileiros e as nossas heroínas brasileiras são descritos em detalhes nas páginas dos nossos livros de História Nacional. Tiradentes, por exemplo, “o mais educado, duro em tudo, leal e gentil, gentil e bem ajustado, simpático e amigável”. Maria Quitéria não deixou de ser menos frágil sendo uma brava e emocionante soldado feminina. Outros e outras eram “falantes e difícil de lidar” por serem mais combativos através de suas palavras, os que ficaram famosos com a sigla MMDC (MIRAGAIA, MARTINS, DRAÚSIO E CAMARGO) paulistas revolucionários (Revolução Constitucionalista) de 9 de julho de 1932… Algumas dessas revisões são desejáveis, outras nem tanto, por exemplo na opinião de xicoburi o “ditadorzinho” Getúlio Vargas é um deles. Mas em todas essas descrições de pessoas existem alguns adjetivos que não são vistos em lugar nenhum. Nenhum de nossos heróis é descrito como divertido e alegre, positivo ou otimista. É lamentável. Às vezes sinto, quando acompanho o debate sobre assuntos atuais, que o pessimismo e o derrotismo são considerados virtudes neste nosso Brasil. A raiva é uma resposta saudável quando o senso de justiça de alguém é violado. O debate que se seguiu ao acidente infame e à turbulência que se seguiu, na minha opinião, por outro lado, deixou de ser caracterizado por uma raiva inspirada e natural para se tornar um debate de frustração deprimente e solitária e de insanidade.
É claro que muitas pessoas têm bons motivos para ficar com raiva. As pessoas sofreram injustiças, até perderam familiares por causa do negacionismo do ultimo governo federal, principalmente devido à indiferença e à sua constante maneira de atacar a ciência e a vacinação contra a Covid, tanto o atual por quem foi o presidente da república como pro seus correligionários e apoiadores. Porém, quem sou xicoburi para ficar aqui e dizer: “Agora tente sorrir e não levar a vida tão a sério esquecendo-se desse triste recém-passado da nossa História Nacional”? De jeito maneira, xicoburi não tenho direito a isso. Xicoburi penso que tanto a felicidade como a raiva pode ser forças reformadoras necessárias se lhe for dada uma saída saudável. Aqueles que mudaram as sociedades para melhor, aboliram a opressão e o abuso de poder, atacaram os pilares do totalitarismo e da exploração e os despedaçaram, não o fizeram porque estavam muito alegres e aliviados com isso, de certo não. Essas pessoas foram inspiradas pela raiva. Mas, elas não foram inspiradas pelo ressentimento e pela “bile negra”. Essas coisas não revigoram as pessoas, mas as enfraquecem. Da maneira, ainda xicoburi acho que não traziam apenas a raiva na mala, mas também uma boa dose de otimismo, a crença de que a situação estava prestes a acabar, que com solidariedade e trabalho árduo, escolhendo um candidato correto para dirigir a nação, ajudado por boas pessoas colaboradas seria possível agir e eliminar a injustiça. E isso foi uma saída saudável para a raiva. O ressentimento e o ódio, por outro lado, são uma válvula de escape doentia para a raiva… já sabemos o estrago que aconteceu em nossa Capital Federal por causa disso. E xicoburi até ouso dizer que nada que tenha parecido bom foi construído sobre os alicerces da insanidade e da blasfêmia, bem como nada que tenha melhorado a vida dos indivíduos foi impulsionado pela arrogância e pelo pessimismo. Tal atitude não ajuda ninguém – exceto, possivelmente, os fabricantes de comprimidos antiácidos…
Claro, claro, que sentado à frente de um computador xicoburi acho que é fácil escrever assim. Ninguém não pode simplesmente parar de ficar com raiva, porque as tentativas de uma saída saudável não funcionam. A raiva procura sair e, se não consegue uma saída saudável, encontra outra. O que estamos testemunhando são pessoas se dividindo em facções por causa de qualquer desentendimento, que então latem como cães bravos umas para as outras. Esta é, na opinião de xicoburi, a discussão de pessoas que estão paralisadas pelo cinismo e pela decepção. Decepcionadas porque a justiça não foi feita; decepcionadas com o fato de tantas pessoas terem perdido os seus meios de subsistência, poupanças, saúde e vida sem terem feito outra coisa senão seguir as regras estabelecidas por uma parte da sociedade que apoiou cegamente aquele governo que tivemos e algumas dessas pessoas civis e políticas infelizmente ainda apoia. Decepcionadas também, porque as únicas pessoas que foram responsabilizadas pelo que aconteceu são algumas pessoas que nada fizeram além de gritar frases relativamente mal educadas aos membros do governo que agora está no poder tentando consertar todos os estragos.
Xicoburi percebo que muitas daquelas pessoas tiveram/têm atitudes religiosas muito diferentes, às vezes seria sem dúvida mais próximo falar de uma visão de vida do que de uma atitude religiosa. Elas falaram estupides em nome da religião e do “deus” que dizem crer, quem sabe se não o “deus MAMON” . Na verdade, nem todas pertencem a qualquer seita, apenas entraram na onda da religiosidade que motivaram muitos pastores a aprovar o que aquele governo federal dizia e fazia. Mas, felizmente, a vida humana é agora tão diversa que penso que todos pertencem a algum lugar, não apenas no sentido político ou religioso, e é bom estar ciente que não apenas na atitude física, mas no reino espiritual da existência, pois isso ajuda as pessoas a lidar com sentimentos de decepção e a se sentir como uma vítima. E, talvez não de uma forma que mude magicamente a infraestrutura e as normas da sociedade, mas pode ajudá-las a não permitir que esses sentimentos envenenem a vida espiritual. O que quero dizer?
Xicoburi penso que não devemos esquecer que alguns indivíduos que pertenceram ao governo federal anterior ao atual cometeram crimes de enriquecimento contra a nação, o que equivale em milhares de reais, cada um com venda ilegal de jóias e coisas parecidas. Não é um dado adquirido que uma nação possa reverter tal situação. Na verdade, acredito que o povo brasileiro o fará, mas isso levará tempo. Por outro lado, não estou tão convencido de que tudo possa voltar a ser como antes, apesar dos esforços do governo federal atual através da pessoa do presidente da republico e ministérios, pois recolocar o país nos trilhos do progresso exige um grande esforço, mas xicoburi acho que não há motivos para duvidar disso… Embora as crianças pobres em diversas regiões da África se tenham tornado tão clichés que quase lhes prestamos um desserviço ao mencioná-las, ainda penso que nos beneficiaríamos se olhássemos para a nossa situação num contexto ligeiramente mais amplo. Como disse certa pessoa: “Senti-me muito mal por estar descalço até conhecer o homem sem pés.” Nós, povo brasileiro, na maioria podemos estar descalços neste momento, mas não estamos sem pés…” Sim, nós somos um povo batalhador e vamos ainda conseguir um país bom para as próximas gerações desfrutar dele. A vergonha deve recair sobre aquelas pessoas que criaram a bagunça e sobre aquelas que estiveram/estão em posição de apoiar isso, mas não de todo o povo que é forte, apesar de tudo, e que trabalha para o progresso da nação. Num todo, a nossa boa gente forma um grupo forte.
O que caracteriza um grupo fraco é exatamente o oposto. Um grupo fraco se despedaça contra a corrente. Ele se divide em unidades menores que apontam umas para as outras e culpam umas às outras. Num grupo fraco, ninguém aceita responsabilidade e os indivíduos competem para passá-la a outros. Isso soa familiar? Claro, o que caracteriza um grupo fraco é, na verdade, uma breve descrição de todo o progresso da nação desde antes daquela estar no poder, há mais de cinco anos. Ninguém deveria ficar surpreso com o fato de a nação estar atualmente tentando sair do atoleiro, pela decepção. E a decepção enfraquece a nação como grupo. Xicoburi penso que na maioria o povo brasileiro quer ser e pode ser um grupo forte, e ainda penso que se o povo brasileiro tiver a sorte de virar as costas para essa gentalha que só pensa em si em seu próprio enriquecimento e prosseguir com o trabalho que tem de ser feito e não tolerar mais esperas e deixar de lado divergências normais e evidentes sobre questões secundárias, entretanto, se conseguirmos não deixe que a falta de sapatos nos encha de desesperança, se sempre nós escolhermos democraticamente os melhores os governantes, então… tudo pode não ser como antes, mas melhor. E daí então poderemos enviar uma mensagem clara aos nossos líderes, uma mensagem que já foi ouvida antes, mas que veio de outra direção. A mensagem é: “Você não é a nação.” Se o povo brasileiro tiver a sorte de ser um grupo forte e não fraco, então confio em xicoburi, como individuo que também faço parte desse povo, mesmo para lhes transmitir uma mensagem feliz: “Tudo ficará bem.”.