Querido Diário, “Meuzamigo”, “Minhazamiga” e Camaradas saudações!
E por que não dizer também, bom dia, segunda-feira! O dia da semana predileto de xicoburi, que hoje amanheceu com tudo que combina com o temperamento que tenho: frio, silencioso, cinzento… típico da estação do ano que também xicoburi aprecio, o inverno!

Sim! Houve lições e tédio na vida de xicoburi… Quando xicoburi era guri em idade escolar, o bem e o mal lutaram pelo domínio da vida desta pessoa aqui. Aquelas forças geralmente assumiam a forma divertida e chata, mas xicoburi vivi esse conflito como uma luta entre o bem e o mal, se bem que muitas vezes era divertido, mas às vezes o chato dominava. Por exemplo, as aulas de artes e ginástica foram um triunfo contínuo do mal.
Já, na temporada seguinte, no ensino médio, educação cívica e religião não eram mais disciplinas obrigatórias, mas apenas ciências, história e matemática assumiram o papel de mercenários das forças das trevas na vida ginasial/colegial de xicoburi. Em particular, a enxurrada de fatos históricos sobre um bando de reis e imperadores há muito falecidos, nas quais tinha pouco ou nenhum interesse, falhou completamente em acender a mais ligeira centelha de interesse em xicoburi. Infelizmente, não posso acrescentar as palavras “tentar por mais que possa” no final da frase, porque, para ser sincero, não tentei. Era simplesmente chato e, portanto, não fazia sentido tentar achar isso divertido, era uma ideia tão absurda quanto à de que se poderia decidir encontrar o mal e o bem. Claro, isso se refletiu nas minhas notas. Por exemplo, xicoburi consegui ser reprovado duas vezes nessas matérias e a segunda vez depois de escrever uma longa redação para o exame de história sobre a luta de Borba Gato, escravocrata com as tropas de Zumbi dos Palmares formada por escravos fugitivos (imaginem isso!). Na verdade, eles foram historicamente tão antagônicos… o primeiro escravocrata e o segundo o líder negro… Mas, mesmo assim, pessoalmente, xicoburi acho que o “bufê” da nossa História Pátria contém muitas coisas muito mais interessantes do que isso…
Mas também, xicoburi aprendi que quando se tem um talento especial para dizer a si mesmo o que é divertido, até mesmo o conceito de escravidão e liberdade torna-se um tema de investigação muito mais interessante se não o abordarmos com a ideia preconcebida de que esta será provavelmente a discussão mais soporífera em que alguma vez embarcámos. Ou seja, a vida é curta demais para alguém se permitir abordar seu assunto como algo que deve ser servido para acabar com ela. E ao fazer isso, a pessoa também abre a possibilidade de realmente se tornar o guia de alguém…
Bem… então isto é tudo para esta postagem.