Querido Diário, “Meuzamigo”, “Minhazamiga” e Camaradas, saudações E já raiou um novo dia e xicoburi digo que ele seja de uma boa jornada de sexta-feira. “Já podeis, da Pátria filhos, ver contente a Mãe gentil, Já raiou a liberdade, a liberdade no horizonte do Brasil…” Xicoburi acho interessante este trecho do Hino da Independência, escrito por Evaristo da Veiga e musicado por D.Pedro I, ainda quando nosso país era profundamente ESCRAVAGISTA/ESCRAVOCRATA e que nessa época existiam mais de 1milhão de escravos, acorrentados, presos, sem qualquer direito à civilidade… Liberdade? Hmmm sei, sei! Na fotografia abaixo, que xicoburi tirei, pois achei até interessante, esta é um trechinho da antiga rota usada pelos tropeiros no século XVIII que ligava o sul do Estado de São ao interior do Estado do Rio Grande do Sul…logicamente foi obra de escravos.

Talvez, xicoburi esteja errado em pensar assim, porém, das coisas que entram lentamente em nossas mentes e depois são abandonadas lentamente, podemos contar coisas como árvores, montanhas, famílias, comunidades, países, planetas, o sol, nebulosas e até á própria água… Ou o universo num todo. Mas será que alguma coisa dura para sempre? Xicoburi pondero se as pessoas podem dizer que o Universo durará para sempre, já que existem teorias sobre como ele surgiu a partir de uma “grande explosão” e então eventualmente encolherá até se tornar um buraco negro, que então, é claro, explodirá novamente mais tarde com outra “grande explosão”, ou como algum humorista poderá dizer em alguma apresentação cômica…”com um pequeno gemido?”
Neste mundo, é difícil encontrar algo permanente, nem mesmo xicoburi sou permanente! Isto é, quando falamos sobre coisas, obviamente. Mas quando se passa para o lado espiritual, se encontra muitas ideias que parecem permanentes e surgem em diferentes culturas, independentemente de religião ou costumes. Por exemplo, a maioria das pessoas respeita a sabedoria, a bondade e a coragem em vez da ignorância, da maldade e da hipocrisia onde quer que se vá. Depois, há aquelas pessoas que acreditam em algum ser superior, que aprenderam a chamar de Deus eterno e também na imortalidade da alma. Xicoburi posso compreender que pouco se verificará sobre tais coisas, uma vez que a Ciência se aplica principalmente ao mundo material, embora várias ciências abordem o espiritual. E xicoburi não me surpreenderia nada se toda a qualidade espiritual desaparecesse quando toda a Humanidade se fosse de vez… Natural, né?
E assim, xicoburi posso perguntar a xicoburi mesmo: Será que após algumas centenas de anos depois de toda a Humanidade ter desaparecido da Terra, e não necessariamente em naves espaciais, mas ter falecido como tantas outras espécies animais, restará alguma coisa que possa ser chamada de alma da Humanidade? Alguma coisa sobreviverá a nós, seres humanos? Será que as nossas cidades e edifícios serão consumidos pela vegetação e pelo próprio tempo, como retratam a literatura e os filmes de ficção-científica? Sei não! Pena que xicoburi não estarei lá para saber ou ver e depois escrever aqui numa dessas postagens ridículas que insiro aqui diariamente… J