Querido Diário, Camaradas, “Meuzamigo” e “Minhazamiga”, saudações! Esta manhã, quando xicoburi acordei era mais ou menos 5h10 estava tudo cinza de nevoeiro aqui, mas agora ele desapareceu e não sei, a menos que me aventure a dizer que mais lá para a zona rural onde há plantações de pinus e eucaliptos ele persiste em encobrir tudo. Quando acordo, como aconteceu esta manhã, quarta-feira no escuro ainda entre a madrugada e o amanhecer tem sido difícil não desperdiçar a energia elétrica tão preciosa. Por que diabos xicoburi não faço alguma coisa? Apenas não me preocupo… não tenho muita dificuldade em escolher, embora xicoburi diga a xicoburi mesmo que algumas dessas atividades são até bastante decentes tenho várias opções para escolher, pois, posso ir para o computador, posso pegar um livro para ler, posso ler algo no meu aparelho celular sem ter que me sentar numa cadeira semi-confortável, posso assistir ao noticiário logo cedo, sempre tão enfadonho, na TV, etc. Em outras palavras, a mídia como um todo mudou muito. O que as pessoas realmente faziam aqui no passado quando acordavam? Escreviam poemas e histórias, ou fofocavam sobre a vizinhança enquanto tomavam o café da manhã? Bem, não tenho tempo suficiente para ficar ponderando sobre essas coisas, pois a caminhada matinal e o contador de passos no aparelho celular estão esperando por xicoburi. E assim, fuuuiiiii desejando uma boa jornada de quarta-feira!

E xicoburi lembrando que hoje é comemorado por todo o nosso país, o Dia Dos Namorados ( e das Namoradas, quando será?) Fiz uma curta viagem à nossa capital São Paulo neste fim de semana para assistir a um casamento; foi uma viagem rápida mas a melhor coisa de todas. Lá conversei com um dos meus primos que agora está esperando um filho com a namorada e perguntei como ele a conheceu. A resposta me surpreendeu agradavelmente e vou contar aqui bem resumidamente:
Eles faziam e fazem parte de um grande grupo de amigos que tiravam algum tempinho para se encontrar e se divertir juntos durante o período de restrições de aglomeração, muitas vezes num apartamento de um de seus amigos. De repente, eles perceberam a atração que sentiam um pelo outro e depois disso não havia como voltar atrás. O amor superou as restrições de montagem. O casal se importava com tais restrições, mas conscientemente fizeram questão de não exibir sua desobediência na frente das pessoas assustadas. (xicoburi tenho ouvido muito poucas histórias desse tipo, de pessoas que não deixaram o medo tomar conta e governar as suas vidas, mesmo que se arrependessem depois). Dai, essas duas pessoas que se conheceram, se abraçaram e se beijaram mesmo quando um vírus assassino estava destruindo a humanidade, supostamente…xicoburi acho que o amor (ou a teimosia!?) superou o medo…sei lá! Xicoburi, na verdade, senti esperança. A esperança de que, se as autoridades tentarem fazer algo semelhante novamente, as pessoas comuns, sem chapéus de alumínio e teorias da conspiração, se importarão com isso, mesmo aberta e ruidosamente. E deixaram o amor vencer o medo. Bem, agora de volta para casa, xicoburi estou muito otimista? Não! Estou curioso em saber se o casal e todas as pessoas convidadas que lá compareceram, foram vacinadas do mesmo modo como xicoburi fui…tomei todas as doses indicadas! Logicamente não perguntei lá na festa se todas as pessoas presentes ao evento festivo tinham sido vacinadas… Ah, sim! A festa do casamento: Ela foi boa, bastante tranqüila e o bolo estava uma delícia, pelo menos o pedacinho que comi, estava!
Bem, então, após estas pouquíssimas palavras inseridas nesta folha de papel virtual, xicoburi digo o que sempre digo: