Querido Diário, Camaradas, “Minhazamiga” e “Meuzamigo, saudações! “Bem-aventuradas as pessoas tolas, porque não entendem o quão tolas são”. Bem é assim que xicoburi inicio a postagem de hoje, que começa agora com uma historiazinha bem curtinha:
Era uma vez (assim é que começam todos os contos!) um jardineiro sábio que construiu uma estufa. Ele dividiu essa estufa recém-construída em duas partes. A primeira parte era extremamente bem organizada, tinha plantas que produziam frutos saborosos, ervas que podiam ser usadas nos temperos para preparar os alimentos como para medicamentos caseiros e flores que cheiravam melhor do que qualquer outra coisa que se pudesse encontrar em qualquer outro lugar do mundo, conforme suas próprias palavras. A outra parte, porém, estava em completa desordem, onde as plantas cresciam livremente, não necessariamente produzindo frutos, remédios ou fragrâncias, e parecendo não fazer nenhum bem, e muitos visitantes acharam estranho que este poderoso jardineiro deixasse as ervas daninhas crescer daquela forma. Quando lhe perguntaram sobre isso, ele tinha uma resposta pronta: “Na nossa vida encontramos dois tipos de amor. Uma que nos beneficia e outra que é simplesmente por amor, mas sem desejo de receber nada em troca. Ambos ocorrem na existência, mas o mais puro é aquele que, como as ervas daninhas do meu jardim, é valioso pela sua mera existência e não pelos seus frutos.”.

Também, certa vez xicoburi conversei com o parceiro de xicoburi sobre amor (e quem sou xicoburi para discutir sobre esse tema?). Bem, e ele afirmou que todo amor nasce do egoísmo, mas mesmo assim xicoburi tentei argumentar contra isso, porque acho difícil reduzir o amor, mais do que qualquer outro conceito, a uma simples explicação. Dai lhe perguntei se seria então impossível para as pessoas, por exemplo, sacrificarem as suas vidas porque amavam algo mais do que a si mesmas. O parceiro respondeu para xicoburi mais ou menos nestas palavras que era impossível, que se, por exemplo, amássemos a ideia de liberdade e sacrificássemos nossas próprias vidas por ela, então estaríamos fazendo isso de forma egoísta, porque não podemos imaginar viver uma vida que não seja livre. Hmmmm! Xicoburi confesso que achei esse um argumento muito convincente, e ainda o considero hoje, mas ainda não consigo aceitá-lo totalmente. E acho que é possível amar sem egoísmo, que o que se ama não necessariamente traz benefício, porém, xicoburi pensando assim posso estar errado.
De acordo com essa ideia, xicoburi tirei uma conclusão que amamos tudo que nos ajuda a conseguir o que precisamos. De acordo com a famosa pirâmide de necessidades de Maslow, precisamos satisfazer nossas necessidades biológicas, precisamos de segurança, precisamos nos conectar com os outros e sentir amor, precisamos de respeito, precisamos ser capazes de pensar com clareza, precisamos ser capazes de apreciar a beleza, precisamos ser nós mesmos e finalmente precisamos satisfazer nossas necessidades espirituais. Xicoburi costume fazer sempre ponderações que leio alguma coisa, então: Por que amar apenas o que nos beneficia? E o que beneficia a nossa própria família e não a nós mesmos? Quando uma pessoa deseja que a sua prole cresça saudável e feliz porque a ama, será que esse desejo tem de ser baseado no egoísmo? Pode haver um amor que não tenha egoísmo, nem utilidade, que seja apenas por ser?
Xicoburi acho que o amor pode ser incondicional, que qualquer pessoa não precisa esperar nada em troca do que dá. O amor pode até ser visto como nosso dever para com as outras pessoas, porque se não nos amamos, para onde vamos nesta vida cuja duração da própria existência é tão curta? Dai então, xicoburi vou dizendo que isto é tudo para esta postagem e: