Querido Diário, Camaradas, “Minhazamiga” e “Meuzamigo”, saudações! Hoje mais cedo, xicoburi encontrei entre as folhagens um bando de besouros “mamando” o néctar de uma flor e por isso xicoburi tenho quase a absoluta certeza de que a “Mamãe” Natureza sempre foi a provedora de alimentos para qualquer ser existente no planeta, bem antes de as “Titias” Ciência e a Tecnologia” encontrarem maneiras de se manifestarem com o mesmo desejo…

Muitas vezes xicoburi ouvi pessoas dizerem que quando xicoburi penso em pensar um pouco mais sobre as ideias discutidas no discurso cotidiano, sou “filosófico” (entre aspas, mesmo!) demais da conta. Na verdade, xicoburi não levo isso a mal, embora muitas vezes detecte o desprezo de alguns daquelas que de alguma maneira, por zombaria ou por seriedade me atacam .Xicoburi sou assim e isso pouco ou nada me incomodou, incomoda e nunca incomodará! E passando para o que importa, vou dizer que dois guris saindo do colégio, foram cortar a grama no jardim da casa de um deles e logo pararam o que faziam um deles disse para o outro:
“Sabe, eu não suporto moscas, mosquitos, pernilongo e insetos nenhum, para te dizer a verdade” § “É?!” E o outro respondeu assim: “”Mas não precisamos das moscas?” § “Ué, e pra quê?” retrucou o outro. § “Oras, alguns carregam sementes entre as flores, por exemplo,” § “E…?” § “Oras, as flores e as plantas nos dão oxigênio.” § “E? Continue…” § “Oras, nós precisamos de oxigênio para respirar.” § “E…?” …E em seguida deu um leve tapinha no ombro do colega, dizendo: § “Pronto! Matei o pernilonguinho que estava te sugando o sangue no pescoço!” Os guris riram e continuaram a tarefa de cortar a grama do jardim… Xicoburi adoro contar essa historiazinha e, com o tempo, continuei pensando nas coisas, principalmente porque acho interessante ver um contexto maior do que o que está na superfície.
Xicoburi acho que pessoas que gostam de filosofia estão, do mesmo modo, interessada em participar de um diálogo envolvendo outros entusiastas da filosofia, mas de acordo com certas regras do jogo. Se pode, na maneira que tenho de pensar, perguntar qualquer coisa lá, se pode aprofundar a busca e ir longe, as pessoas podem ser críticas, criativas e atenciosas, mas acima de tudo elas estão procurando por algo que seja verdadeiro, e então podem até levar xicoburi para casa depois da conversa e se perguntando como xicoburi se encaixa em seu próprio quadro geral. Esse diálogo não tem nada a ver com retórica, onde alguém tenta convencer os outros de que tem razão, usando a magia da linguagem, o poder de persuasão, porque o pensamento crítico tende a dissolver isso com bastante facilidade. O problema é que poucas pessoas sabem como aplicar tal pensamento e não conhecem bem a base da lógica, ou se recusam a aplicá-la na linguagem cotidiana.
E também, xicoburi tenho o pensamento que as pessoas que apreciam a filosofia gostam de escrever sobre suas reflexões e compartilhá-las com outras pessoas, seja por meio da publicação de livros, ensaios, palestras ou até mesmo postagens em blogues como este que tento fazer. O que mais frequentemente atrai a atenção das pessoas que se interessam por estudos filosóficos são questões éticas, declarações falsas, ignorância, imprecisão e julgamentos baseados na opinião e não no conhecimento; mas nada seria mais divertido para eles do que não encontrar nada parecido nas discussões cotidianas. Alguns filósofos são contratados por escolas ou institutos de pesquisa para praticar filosofia, e outros praticam filosofia em seu tempo livre e em seus próprios termos. O que têm em comum é que procuram constantemente a sabedoria e a compreensão e querem envolver-se num diálogo que conduza ao que é verdadeiro e tentam expor o que é falso.
Mas, essa é somente o que xicoburi penso a respeito, pois posso estar errado e aceitarei de bom gosto, correções… E infelizmente, há tanta coisa para absorver que a tarefa de compreender o pensamento da sociedade acaba por ser demasiado trabalhosa para alguns indivíduos que desejam nada mais do que as pessoas simplesmente digam o que é verdade.