Querido Diário, “Minhazamiga” e “Meuzamigo”, saudações!
Um sábado a mais na coleção de “sábados” da existência de xicoburi. Que bom, e que venham outros mais. O de hoje, xicoburi posso dizer que amanheceu frio (8ºC) e com forte nevoeiro e mesmo assim valeu uma boa, porém, lenta caminhada, a qual rendeu tão somente 12 km ida/volta… pouquíssimo! Mas, como dizem que o que vale é a intenção, então xicoburi posso concluir que a intenção foi válida, pois para xicoburi caminhar e perceber a natureza (que na região onde habito é forte a plantação de pinus para a extração da madeira e resina) é coisa boa e deu para tirar algumas fotografias da paisagem e uma delas é esta aqui de baixo:

A árvore mais antiga do mundo… Ou o quê? Xicoburi li com interesse na rede a notícia de que existe uma árvore de 10.000(dez mil) anos lá na Suécia, num de seus vales, mas infelizmente não é totalmente precisa. A árvore em questão aqui é, no entanto, um clone de uma árvore mais velha que cresceu no mesmo lugar, que por sua vez é um clone de uma árvore ainda mais velha e assim por diante (ou ao contrário) sozinha por 10.000 anos ou mais… xé! Agora até xicoburi fiquei confuso! Mas continuando… Os restos de galhos velhos e pinhas foram encontrados no solo ao redor da árvore, que foram por um lado datados pela tradicional datação por carbono e, por outro lado, o DNA analisado para confirmar que eram clones do mesmo organismo. Xicoburi penso que não é a mesma raiz. O artigo original descreve como os galhos se depositam no solo, ali se enraízam e formam um novo indivíduo – que, em longo prazo, possui um sistema radicular independente. Os clones criam raízes a cada inverno, à medida que a neve empurra os galhos baixos da árvore-mãe até o nível do solo, se bem que alguém disse ao xicoburi que se um galho cria raízes e então forma um sistema radicular, esse sistema radicular é separado do sistema radicular da “planta-mãe”. E xicoburi imagino que seja como uma batateira se espalhando – ou o quê? Não sei! Não está totalmente claro como entender isso mas ainda xicoburi acho interessante essa matéria, da qual não vou inserir aqui ua ligação direta à matéria original porque se pode encontrar facilmente diversas outras matérias correlatas.
O que esta pesquisa mostrou é que o pinheiro realmente tomou conta deste lugar logo após o fim do último período frio da Idade do Gelo, e clones da mesma planta viveram lá todo esse tempo. Estima-se que uma árvore “Bristlecone Pine” numa região do norte do continente americano tenha 4.768 anos, mas essa idade pode ser confirmada pela contagem direta dos anéis anuais – a própria árvore sueca tem apenas algumas centenas de anos pelo mesmo método, mas a novidade aqui é que é um clone de um organismo que viveu no mesmo lugar por 10.000 anos. Relacionado a isso estão as datações baseadas em estudos de anéis de árvores, mas como muitas vezes são inconsistentes dependendo do curso do rio, uma escala pode ser construída para datar restos de madeira antigos – com esse método, as pessoas têm conseguido usar restos de pinheiros do sul da Alemanha para voltar cerca de 12400 anos atrás.
Xicoburi posto aqui sobre essa matéria porque a humanidade, toda, não somente esta ou aquela pessoa, nós temos que ter a consciência de que preserva a natureza é tudo o que interessa. Olho para o mapa da destruição da região Amazônica e regiões circunvizinhas e sinto angústia… Percebo quão repulsivos são as pessoas sob o comando, principalmente, do governo federal anterior-próximo-passado, com toda sua ganância, com toda sua atitude maligna causaram (ainda mais!) nesses anos que desgovernaram a nação. E imagino as dificuldades e tempo que de agora em diante teremos para o reflorestamento (pelo menos isso, uma tentativa)… Impressionante o grau do desastre causado.
Bem… então, isto é tudo para esta postagem. Resta ao xicoburi dizer: Conservemos a natureza, ou o que resta dela!