Querido Diário, “minhazamiga” e “meuzamigo”, saudações”!
Novamente estamos numa segunda-feira, para xicoburi o mais dos dinâmicos dias da semana, mesmo que amanheceu chuvosa, com céu carregado e cinzento. Oh! Que inércia! Xicoburi penso que às vezes se carece de uma pausa, de mais uns três semanas mais ou menos… Se for esse o caso, e ninguém ajudar, é claro que se deve cuidar disso sozinho: A sabedoria é vasta e dificilmente pode ser medida. O mérito traz à mente de xicoburi algo como liderança. Sendo assim, dificilmente foram adicionados versos coerentes em nenhum desses últimos dias. Se isso aconteceu, bem… Agora, no entanto, isso é provavelmente outra história. Xicoburi penso que devo reanalisar o contexto para tomar uma nova decisão, pois sempre haverá dois lados a ponderar.
Às vezes xicoburi sinto um pouco enjoado quando percebo o que estou realmente ouvindo e vendo através dos noticiários e não somente pelas redes sociais. Algumas delas têm uma maneira de transmitir as notícias do que está acontecendo no campo de batalha que não soa antipática, mas enganosamente neutra. Como se fosse um relato de uma partida de pingue pongue de tão repetidas que são… bolinha pra cá, bolinha pra lá… Bolinha pra cá, bolinha pra lá… Xicoburi posso escrever com segurança que aqui dentro do nosso grande, belo e deprimente país de formato triangular invertido há pessoas sendo agredidas, mortas, assassinadas, ameaçadas e incentivadas a matar com a falsa proposta de que utilizar uma arma, portar armas, se matricular numa “escola” para aprender atirar, é algo que pode ser interpretado como “proteção” ou como promove o presidente atual da nação e sua gente, que “um povo armado, jamais será escravizado”. E lá fora, há pessoas sendo massacradas, em campos abertos são despedaçadas. Centenas morrem todos os dias, e agora durante a contraofensiva de dois países tão próximos, tão irmãos, tão interessantes historicamente falando, são milhares. Homens jovens e saudáveis, muitos deles apenas bebês, que tinham uma longa vida pela frente, mas esse não foi o caso, pois não acontece, aconteceu e com certeza acontecerá o mesmo em diversas regiões do planeta. E para cada vida extinta, há pelo menos três feridos e mutilados. A gurizada que levam consigo experiências que os deixam mentalmente quebrados para o resto de suas vidas. Quem será incapaz de experimentar sua própria alegria e que, na pior das hipóteses, não tolerará a dos outros. É isso que a guerra faz com aqueles que participam. Especialmente as guerras modernas, guerras nas trincheiras, lutadas contra drones e bombas, bombas e mísseis enviados de quilômetros de distância. A falta de sentido da matança deve parecer quase irreal; o sangue derramado inevitavelmente cria niilistas, que não se importam com o lado de cá e nem com o lado de lá, mesmo dos ideólogos mais ardentes… Armas matam, que sem esquece disso? Bem são os que pensam erroneamente que as armas são feitas, produzidas e devem ser portadas e utilizadas para… proteção!
