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Querido Diário, “meuzamigo” e “minhazamiga”, saudações!

Esta postagem é para dizer algo que não está mudando para melhor, pois não é a primeira vez que o Joaquim, um dos gatos do xicoburi, cai num comentário do sistema educacional brasileiro – alguns dos textos a seguir são retirados de artigos alguns anos passados, mas pouco mudou desde então, aliás, mudou sim, atualmente para pior… e está piorando.
O Joaquim mesmo não tem mais um filhotes em idade escolar primária, mas parece que a situação não melhorou nos últimos anos – piorou ainda mais. Há várias razões para isto. As explicações gerais incluem o seguinte, pelo que o Joaquim vem constatando: Nas salas de classe têm muitas crianças e poucos professores. Infelizmente, os cortes significaram que as turmas são muito grandes para acomodar todos os alunos conforme necessário.
“Educação inclusiva” e a obsessão geral (de origem que o Joaquim não sabe precisar de onde vem, mas possivelmente norte-americana), com a humanidade que parece dominar o sistema educacional – infelizmente são muito comuns à ideia de que os alunos da escola primária não devem ser incentivados a se destacar no aprendizado de livros – todos devem ser moldados no mesmo molde e o material não deve ser mais duro do que qualquer um pode manipular. A gurizada vai apenas passando de séries escolares, sem saber ler ou escrever corretamente… E está dando a parecer que estão dando muita “canja” para a língua inglesa e colocando o nosso belo e rico idioma Português em segundo plano. Matemática (“um mais um sem contar nos dedos? deve ser… não sei!”), Geografia (a capital do Brasil é… São Paulo!) e sobre História seguem piores ainda… ”Pedro Alvares Cabral era filho daquela “rainha brasileira” que proclamou a escravidão!” O Joaquim garante que isso não é piada…
Pobres professores! Infelizmente é um fato que os professores não gozam de respeito neste país, ao contrário do que acontece, por exemplo, e como bom exemplo, na Finlândia. E xicoburi também li em outra matéria que quando os finlandeses passaram por sua crise econômica com os cortes associados, eles tentaram proteger o sistema educacional da melhor maneira possível – ainda mais tentando fortalecê-lo. Eles perceberam o potencial do futuro para pessoas bem educadas – especialmente aquelas com formação técnica. Parte do motivo é que não há requisitos reais para os professores de que eles são realmente capazes de ensinar os alunos. Grandes professores recebem o mesmo salário e desastrosos (com a mesma educação e experiência de trabalho), mas não importa se eles são capazes de fazer seu trabalho – ensinar a gurizada… e que gurizada! Não importa se o professor está totalmente interessado no assunto e consegue contagiar os alunos com esse interesse, ou se o professor sabe ainda menos sobre o assunto do que os alunos. O trabalho de professor é um trabalho mal remunerado, mas o Joaquim é da opinião de que, se o trabalho for mais bem pago, mais demandas devem ser feitas aos professores… E com isso xicoburi concordo plenamente! Porque não remunerar melhor o professorado e deixar, por exemplo, os jogadores de futebol para segundo plano? Um milhão para marcar um gol e um mil para educar centenas de crianças, não é justo! A gente se importa, mesmo que as crianças nas séries superiores da escola primária ainda estejam contando com as tacadas?
“Material de estudo ruim.” O Joaquim está perplexo, disse para xicoburi que material de estudo em muitas disciplinas é uma vergonha. Os materiais de aprendizagem não atraem os alunos – que é uma das muitas razões pelas quais é que a gurizada lê quase nada, o que por sua vez resulta em baixa capacidade de leitura. Os pais compram um livro escolar hoje, para poucas “lambidas” durante o ano, e no ano seguinte esse livro será pinchado no lixo, encostado, rabiscado e coisas piores… Depois, há o curso de ciências naturais, que parece incluir aulas de papagaio em tópicos de biologia, geologia, química e física, sem a ênfase em que os alunos realmente entendam o contexto das coisas. Os livros didáticos de ciências não são de todo ruins (apesar de alguns erros factuais) e supõem que os alunos realizam vários experimentos simples… o óleo não se mistura com a água, por exemplo, e o álcool pode evaporar. Tais experimentos geralmente devem aumentar o interesse dos alunos pelo assunto – se forem realizados, mas esse é o problema. Em algumas escolas, por exemplo, todos os experimentos de química foram abandonados, porque a escola achava que não dava para pagar… “Os materiais estão esgotados e não há dinheiro para comprar mais”. Um exemplo dos erros factuais mencionados é, por exemplo, a afirmação de que o vidro é um líquido viscoso em temperaturas normais (e destaca-se que as vidraças antigas das catedrais medievais são mais espessas em baixo do que em cima), mas isso é uma farsa que tem há muito provado. E que tristeza o que consta nesta reportagem 🙁
O Joaquim esteve explicando para xicoburi que a situação nas ciências naturais ainda é exemplar em comparação com o que é oferecido na matemática. Lá, o objetivo parece ser primeiro matar todos os interesses matemáticos dos alunos com a chamada “matemática da descoberta” – que se baseia em permitir que os alunos “desenvolvam seus próprios métodos”, em vez de aprender maneiras que são conhecidas por funcionar e… foda-se com isso, porém, que os alunos “desenvolvam métodos” que mais cedo ou mais tarde os levam a completar becos sem saída. Então, materiais de aprendizagem mais tradicionais assumem o controle – materiais que são falhos em muitos aspectos, mas ainda podem funcionar – desde que os professores tenham crescido em seu trabalho. É então uma questão completamente diferente se as pessoas com um grande interesse e conhecimento de matemática saem para ensinar – o demônio pensa que esse grupo é mais propenso a procurar empregos mais bem pagos. Xicoburi perguntei para o Joaquim se isso pode não ser um grande problema para aqueles alunos que têm pais que têm conhecimento decente nessas áreas e podem sustentar seus filhos, para que eles não precisem depender de material de estudo ruim, ministrado em turmas superlotadas por professores ignorantes, mas o que todos os outros têm que pagar?
O problema não se limita realmente aos professores – a postagem que o Joaquim estava fazendo com que xicoburi escrevesse em alguma postagem anterior e que trata, por exemplo, de um teste padronizado de matemática mal realizado. Os exames padronizados foram então abolidos – algo que o Joaquim considera um grande erro, pois davam às escolas certa contenção (pelo menos se as escolas não conseguissem deixar os “piores” alunos não fazerem os exames) – algo que não harmonizava as notas escolares não. É um fato triste, mas não parece importar que algumas escolas primárias tenham uma proporção anormalmente alta de alunos que mal são alfabetizados e não estão prontos para estudos posteriores. O Joaquim agora quer acrescentar no final que o material de estudo ruim e os professores mal remunerados, apesar de que nem todos são bons professores, não é a única razão para os maus resultados acadêmicos – o que poderia ser colocado no topo da lista é a falta geral de disciplina nas escolas do país, mas esse é o assunto de outro artigo de postagem.
Agora tanto o Joaquim quanto xicoburi temos a mesma opinião que o atual governo federal brasileiro não compartilha dessa opinião. As pessoas que formam esse atual governo federal brasileiro aceitam um sistema de ensino primário que é vergonhoso (segundo notícias recentes de que uma proporção significativa de alunos já no ultimo ano do não sabe ler para seu próprio benefício), escolas secundárias que formam alunos com exames de admissão “insignificantes” (cf. discussão sobre vestibulares) e universidades que estão evoluindo cada vez mais no sentido de não serem para todos, mas apenas para aqueles que podem pagar uma educação cara. Agora é hora de cortar ainda mais no nível secundário e terciário, mas o Joaquim não verá como isso pode levar a outra coisa além da situação piorar.… E esta reportagem é de causar consternação e revolta ao mesmo tempo! 🙁
E então xicoburi vou terminando esta postagem de hoje dizendo que o Joaquim chegou à visão de que a política do governo é manter baixo o nível de educação e conhecimento da nação – provavelmente é mais fácil controlar ovelhas estúpidas do que as outras. Bem… mas xicoburi acho que ainda há um tempo para desejar uma agradável jornada de quarta-feira! Tchau e ao rever!