Querido Diário, “minhazamiga” e “meuzamigo”, saudações!
Talvez a fraqueza do argumento que xicoburi tenho seja o valor do que escreverei agora, julgue isto quem deva ou deseja julgar, então lá vou começando com algumas perguntinhas: Não é possível exigir a renúncia de um político ou demiti-lo, aconteça o que acontecer e sem tem que se esperar por uma nova eleição? Deve ser assim? É possível consertar um sistema com defeito? Quando uma pessoa política não cumpre sua promessa eleitoral, é óbvio que não será reeleito? No entanto, isso acontece com frequência. Pouco a fazer. Mas quando uma pessoa política viola um código de conduta ou lei, a questão é muito mais séria. Quando um político viola um código de ética sério, literalmente se afasta das pessoas, não há maneira de se livrar dessa pessoa política a não ser forçá-la a renunciar, o que acontece ou não. Se a pessoa for corrupta e egoísta, ela se sentará bem. Se ela tem um pouco de bom senso na cabeça, ela se demitirá e começará a fazer algo melhor com seu tempo. E então xicoburi posso incluir mais uma pergunta: Não seria melhor ter um processo para tal correção?
Há uma diferença interessante de nível, pelo que xicoburi sei, e talvez uma diferença na natureza da ética por um lado e da lei por outro, e pode-se perguntar se é mais importante para aqueles que nos estabelecem regras ter moral em ordem ou Siga a lei. Talvez ambos. A moralidade é sempre a base da lei. É claro que, com comportamento moralmente questionável, os políticos perdem a confiança de seus clientes. É tão óbvio que não há necessidade de explicar. Ele pode ser visto de um avião. Quando um político é acusado de tal comportamento, não seria apropriado encaminhar o assunto a um comitê de ética, que trata do assunto de forma neutra, e pode então avaliar se a pessoa em questão pode ser expulsa da política e, então, democraticamente, possivelmente por eleição especial? Um político que infringe a lei não deve poder continuar por sua própria vontade, pelo mesmo motivo.
Tal processo impediria a liberdade de expressão ou tornaria as pessoas em posições de liderança um pouco mais cuidadosas, falando melhor sobre outras pessoas? Começaria evitando a corrupção e combatendo-a em vez de cooperar? E não tente alegar que as opiniões da maioria são sempre corretas, a publicidade é boa, mas do ponto de vista do comportamento correto ou moral, muitas vezes extremamente triste. A democracia está longe de ser perfeita, mas existe certo mecanismo que estabelece regras claras do jogo, e não é fácil mudá-las.
E assim não deveria ser mesmo que alguns alegados sábios clamavam por retórica ou sabedoria e, claro, os encaminhavam a Platão. Ou pensam que rejeitam a herança cultural ocidental e se tornaram globais, referindo-se a Confúcio. Mas a retórica não funciona melhor, nunca funcionou. As pessoas podem ter opiniões diferentes sobre quem deve ceder e quem deve se sentar. Mas na democracia representativa, a decisão final cabe ao representante parlamentar relevante que tem mandato na última eleição. E como pode ser diferente?
Mas ter que se candidatar regularmente faz com que os partidos políticos considerem o que funciona melhor para eles nas próximas eleições. Um deles é respeitar a discussão momentânea. Mas adivinhe como seríamos hoje como civilização ocidental, se Churchill tivesse se separado dela? O fascismo de opinião não é a resposta.
Muito bem, muito bem, se eleições forem convocadas, o processo é democrático. Mas xicoburi sei que vocês sabem tão bem quanto ou muito mais do que xicoburi que isso é uma utopia, os políticos não abrem mão de seus assentos por causa da corrupção de outros parlamentares. Ou dar a um comitê fora da cidade o poder sobre seu destino. Mas, devido às violações da lei, é possível privar um membro do parlamento da imunidade parlamentar, se a pessoa não realizar o trabalho parlamentar como deveria ser realizado. A questão, entretanto, é que as pessoas devem respeitar as regras da democracia e respeitar o direito dos outros de ter pontos de vista diferentes. O que um acha ser algo nojento, outros acham que é certo, de acordo com a ascensão de certos “democratas ” (entre aspas mesmo!)do nosso país, que certamente têm raízes no movimento neonazista brasileiro. E em qualquer caso, arbitrariedade ou fascismo não pode ser a resposta. É sempre necessário defender a igualdade e a liberdade, porque uma não exclui a outra. Elas se opõem aos interesses especiais e ao populismo...
Então tá! Xicoburi vou terminando este mais um pensamento por hoje…mas não sem antes de incluir um pensamento filosófico que achei na rede e é interessante e por isso nos faz pensar, principalmente quando é de autoria (segundo pesquisa) da presidente Dilma Rousseff e que diz:
“O Brasil lutou muito para se tornar um país democrático. E também está lutando muito para se tornar um país mais justo. Não foi fácil chegar onde chegamos, como também não é fácil chegar onde desejam muitos dos que foram às ruas. Só tornaremos isso realidade se fortalecermos a democracia – o poder cidadão e os poderes da República.”
‘Tchau e ao rever!