O LIVRO DE PAPEL AINDA EXISTE…

…E RESISTE!  QUE BOM!

Querido Diário, “meuzamigo” e “minhazamiga”, saudações!

É bom, xicoburi acho que é bom mesmo relembrar os velhos tempos, mas não é saudável não comemorar os novos. Porém, xicoburi também acho que aqueles que lutam com as coisas velhas para tentar manter a juventude deveriam apenas arrancar os ouvidos e dar uma chance à modernidade. Qualquer pessoa sabe que uma das melhores coisas sobre a música é que ela está em constante mudança e aqueles que apreciam a música é que devem se alegrar com o surgimento de novas e novas tendências, não ficar somente naquele ritmo de passinhos 1…2…3…4/ 1…2…3…4…  E o Saci Pererê, também!

E o mesmo se dá com a imprensa. Xicoburi apenas digo que uma das coisas que se pode fazer com um pedaço papel amassado no bolso antes jogá-lo fora ou limpar qualquer parte do nosso corpo com ele, é de desamassá-lo e ler um trechinho de algum livro hoje que foi impresso há muitos anos.  Quem faria isso com um livro-eletrônico? Xicoburi acho que esse aparelhinho está numa competição difícil com o livro de papel. Nenhum equipamento especial é necessário para ler livros além do que nos é natural e é confortável para ler em preto sobre papel branco. Nenhum conhecimento técnico especial é necessário, exceto aquele que adquirimos quando crianças (habilidades de leitura). Mas, por outro lado, xicoburi também acho que o que manteve os chamados livros-eletrônicos, ou e-books, limpos é que no que diz respeito à conveniência: Nenhuma necessidade de carregar livros, eles são fabricados com materiais duráveis e se consegue com facilidade uma quantidade considerável de trabalho incluindo escavação…as pesquisas! Mas… xicoburi já tenho tentado ler algum livro na telinha desse aparelhinho e achei super cansativo! Senti canseira visual bruta, nada comparado em ler no papel, e mesmo com a necessidade dos óculos…

Foi muito interessante quando encontrei uma entrevista de mais ou menos duas décadas atrás, dada por designer e estudioso britânico de nome Malcolm Garret que deixou escapar as palavras que o livro era uma fonte de informação desatualizada. Ele estava então, entre outras coisas, revisando uma declaração semelhante a que tinha já feito mais alguns anos antes e atraiu considerável atenção e controvérsia em seu país. Xicoburi penso que a declaração desse estudioso foi mais focada na embalagem, não no conteúdo; falava de papel, por assim dizer, porque anteviu que a informática oferecia tanto potencial na apresentação do material que o papel deve ceder. Aqueles que mais frequentemente criticaram tais e tais profecias também frequentemente esquecem que os livros são mais do que pilhas de papel, é o conteúdo que importa, mesmo que um livro bem feito seja uma diferença artística em si mesmo. O livro ainda vive e está sobrevivendo como meio de entretenimento e conhecimento, embora haja vários indícios de que seus dias estão contados, pelo menos em sua forma atual.  Será? Mas se pelo bem e proteção da natureza, tudo é válido, xicoburi penso!

Xicoburi tenho quase certa que qualquer pessoa que faça uma pesquisa a respeito sabe muito mais do que xicoburi mesmo sabe que uma das empresas de maior sucesso numa loja virtual é a livraria “Amazon”; que hoje vende de tudo entre o céu e a terra! O dono da empresa, Jeff Bezos, começou por causa de seu interesse no varejo, não em livros; Bezos queria fazer seu nome online e decidiu escolher o produto mais vendido por lá – livros; fáceis de armazenar, fáceis de transportar, produtos que as pessoas não precisam necessariamente manusear e assim por diante. Nessa luz, ou seja, que Bezos não esteja amarrado ao papel com laços emocionais, provavelmente não é de se estranhar que ele visse a possibilidade de sair do papel, passando a vender livros eletrônicos. Aqui, por exemplo, está o que a wikipedia diz sobre a Amazon: https://pt.wikipedia.org/wiki/Amazon

Bem…então tá! Para terminar xicoburi desejo para quem leu esta postagem de hoje (que nem é o dia do livro!) uma aproveitável jornada de quarta-feira e para quem não leu xicoburi desejo uma jornada aproveitável no dia em que estiver lendo… Ainda dá tempo! E insiro uma belezura de fotografia que encontrei na rede sobre a Biblioteca Nacional do Brasil. (xicoburi estou pensando se o livro eletrônico receberá algo parecido em algum tempo futuro!)