AS BOAS INTENÇÕES, QUASE SEMPRE…

…SÃO AS INTENÇÕES QUE NOS LEVAM AO INFERNO.

Querido Diário, “meuzamigo” e “minhazamiga”, saudações!

Onde quer que se vá ao redor do mundo, xicoburi tenho certeza que é possível encontrar muito mais pessoas boas do que as más.  E mesmo por aqui onde vivo nunca conheci uma pessoa que pudesse considerar uma pessoa má. Talvez equivocadas, ignorantes, sem educação, mal formadas intelectualmente, mas não de má índole. Xicoburi sei, e sei que vocês sabem muito mais do que xicoburi, de uma grande minoria que comete crimes e são algum tipo de atrocidades. Mas isso não são muitas dessas pessoas, pois a maioria combate e se sentem enojadas com tais atos. Xicoburi penso que, no entanto, quando olhamos para o quadro geral, os sistemas que essas boas pessoas ao redor do mundo criaram, vemos um sistema que é enorme, complexo e injusto para alguns, mas justo para outros – parece depender da situação. É como se esse sistema se tornasse a cosmovisão dominante, um tipo de religião. Se alguém for deixado de fora desse sistema, se apaixonar por ele e não se safar por causa dele, as pessoas que estão bem de vida provavelmente darão de ombros e chamarão os azarados. Não é assim mesmo? Penso que sim!

Xicoburi posso dar um exemplo: A economia. A economia, na maneira de xicoburi achar,  é um sistema que deveria atender a todos. Deveria, insisto xicoburi. O sistema de governo deve garantir uma distribuição justa da riqueza. Isso deveria funcionar assim como algo normal. Mas novamente digo DEVERIA… Mas, por algum motivo, não funciona perfeitamente dessa maneira e isso causa raiva nas pessoas. A maioria dos que estão atrás do volante parece pensar que o submarino está no caminho certo, apesar da luz vermelha estar piscando por todos os lugares, sinalizando o perigo próximo. É como se as medidas de um problema fossem tiradas do contexto e apenas as medidas mostradas que mostram que está tudo bem em algum lugar. Não é uma boa gestão. É improvável que esse submarino chegue ao seu destino. (Peguei essa ideia daquele famoso seriado dos anos 60… somente para exemplificar!) Esse tipo de gestão, por outro lado, é praticado em todo o mundo, por pessoas boas que pensam que sabem, mas não sabem mais e melhor…

Xicoburi, então, acho que um problema é que nos tornamos muitos. Quando os membros mais antigos do nosso congresso começaram seu trabalho neste período que chamamos de “democrático”… o nosso país tinha a tinha a metade do tamanho de hoje. Telefonemas, faxes, ou correspondências predatórias eram os principais meios de comunicação, além do rádio e a televisão que já era um fenômeno relativamente recente, e aqui no nosso caso, era também já bastante manipulada, pois um ou dois canais de tv é que dominavam tudo e todos… e não havia Internet que pudesse alimentar as pessoas com informações, então elas podiam perceber, com um pensamento crítico bastante ativo, que nem tudo é o que parece. Anteriormente, essas questões eram abordadas em artigos de jornais, revistas ou livros, que nem todos podiam publicar. Hoje, informações importantes estão se espalhando como um incêndio por sites de comunicação online. No entanto, essas informações nem sempre são precisas e é cada vez mais importante criticar de onde as informações vêm como são presentadas e com que propósito. Ainda assim, os velhos sistemas projetados para um mundo totalmente diferente são mantidos. Inclusive os mesmos canais de Tv que em tudo e em todos interferem… e isso é louco!

O problema, xicoburi penso, parece não estar apenas nos sistemas que criamos, mas em como eles são aplicados. Os sistemas são criados porque algum sábio ou especialista pensa que é uma boa ideia resolver certos problemas. Os sistemas geralmente funcionam bem no início, e especialmente para o problema em questão. Mas então o tempo passa e as circunstâncias mudam. Novos problemas estão surgindo. E de alguma forma as pessoas pensam que o mesmo sistema antigo pode ser usado para consertar esses novos problemas. Não percebe que, quando as suposições mudam, a natureza do problema muda. Em vez de resolver problemas, o sistema começa a criar novos problemas, que eventualmente se tornam incontroláveis ​​e monstros foram criados.

A indexação é um desses monstrinhos que foi criado para garantir um equilíbrio entre crédito e salários. Então a lei foi alterada para que tratasse apenas de empréstimos, não mais de salários. Assim, a indexação torna-se um monstro para quem ganha renda com o salário, mas acessível para quem já tem dinheiro e o empresta. Este monstro de indexação cria uma brecha entre as pessoas. Depende da equipe, se sofre ou se cura. A história nos mostra que os ricos e os poderosos sempre vencem, exceto em casos excepcionais, como quando ocorre uma revolução completa e os sofrimentos se tornam tão numerosos e se unem contra os poderosos que algo deve mudar.  Se descordam, o que xicoburi acho bom, prestem atenção no que está acontecendo com o nosso sistema econômico deste governo atual….Dólar lá nas alturas e coisas iguais…

Xicoburi tenho certeza também que não são as pessoas comuns que criam crises e guerras, mas, porém, todavia,  são esses sistemas gigantescos que as pessoas criam e controlam. Esses sistemas podem ser na forma de religião, ideias políticas, quebra-cabeças econômicos ou qualquer outra coisa. E aqui entre nós, que ninguém mais nos ouçam…a religiosidade , a falsa religiosa e crença nos deuses, está interferindo por demais ultimamente…haja pastores e lideres evangélicos abençoados na política! Devemos ter certeza de que o bom senso e o pensamento crítico são suficientemente contraproducentes para esses sistemas.  E o  bom senso e o pensamento crítico nunca são suficientes quando aqueles que controlam os sistemas pensam que tudo está bem e não se preocupam em ouvir “pessimismo”, bullying ou ódio, que são os únicos nomes dados ao pensamento crítico se não for aceitável para aqueles que controlam o sistema. Basta dar uma olhadinha nas notícias e percebam como estão as coisas…E para terminar, peço que corrijam os erros de xicoburi neste texto. Fiquem com uma fotografia que tirei hoje mais cedo. Fiquem bem, e até mais ver !