Querido Diário, “meuzamigo” e “minhazamiga”, saudações!
Xicoburi tenho uma opinião que a maioria de nós encontra conosco mesmo as principais convicções e valores da vida, a consciência básica da moralidade e do comportamento humano da qual não nos afastamos. E isso xicoburi penso que é de herança do coração de nossos pais, aprendida com a sabedoria de nossos irmãos, e será um presente de amor para nossos descendentes, pois isso é a visão da vida que dá valor à vida(redundância à parte), que justifica nossa existência e nos dá uma compreensão de quem somos. Delineamos nossas mentes, traçamos uma linha na areia da alma e dizemos “até aqui e não mais além”, ou “não atravesso essa linha, além disso, “não sinto que devo seguir em frente…”. Cada um de nós encontra os objetivos que são importantes para nós, que nos definem e nos dão existência. Ninguém deve se surpreender, no entanto, quando outras pessoas ficam ofendidas quando esses valores básicos são atacados, ou eles ainda são ridicularizados e escassos. Muito bem, e por que xicoburi dando uma de filósofo de salão de barbearia estou escrevendo isso agora? Bem, absolutamente porque assisti (como milhões de outros telespectadores brasileiros também o fizeram), as cenas da reunião (nada produtiva, já vou dizendo por opinião própria e cheia de palavreados de botequim) do presidente da república com seus ministros… [podem assistir aqui]... E que posso até comparar com as peças cômicas teatrais da nossa inesquecível Dercy Gonçalves.[a
] Porém, xicoburi não esqueço que Dercy Gonçalves era nossa primeira dama da comédia e esse pessoal que aparece no vídeo são representantes do nosso governo atual e governam, (ou seria melhor dizer desgovernam atualmente o nosso país. SOCORRO!
Xicoburi, sendo assim, teci—(hummm! E com o “Fique em Casa!”, estou até aprendendo a tecer, vejam vocês uma das utilidades dos tempos atuais!)—abaixo alguns pontos de vista, e é claro que aceito correções. Então, vai lá:
A aversão à violência: Xicoburi penso que o autoconhecimento aumenta com a idade; percebe-se as vantagens e desvantagens e o que importa para o outro no final. A essência dos valores da vida é fortalecida e se torna mais visível para cada um. Xicoburi mesmo percebi que no fundo da minha mente repousa uma convicção inabalável de que uma das coisas mais importantes da vida é a liberdade de cada indivíduo para a vida e dos membros, liberdade para a felicidade, liberdade para agir e amar. Que tipo de opressão e desigualdade é para xicoburi como um veneno no osso, um sistema de ideias em saúde e uma cadeia tirânica… Nada, no entanto, causa em xicoburi tanto desdém e violência em qualquer imagem, seja ela mental ou física. A aversão de xicoburi à violência é realmente o que define as crenças que tenho a esse respeito.
A violência tornada sagrada: Xicoburi tenho quase certeza total que as representações de violência estão à nossa volta. Basta ligar o televisor, o rádio, o computador nos programas de notícias e em segundos aparecerão muito mais notícias e histórias de violência do que de ações benéficas para sociedade num todo. E elas são desconfortáveis com a realidade da vida, mas espero que ajude a reduzir nossa resistência ao uso de força e abuso, já que a violência em nossa comunidade está, ou parece estar, em constante aumento e de fato posso até dizer globalmente, apesar de alguma transmissão às vezes positivas das notícias tentar dizer o contrário ou ser ambígua. Por exemplo, no mesmo momento que nos informar que caiu o numero de pessoas assassinadas em certo lugar, divulgam também que tem aumentado o número de violência doméstica… entenda-se lá! Mas uma coisa que magoa a consciência de xicoburi mais profunda do que qualquer outra coisa é o culto à violência. Quando a tortura e a morte se tornam religiosas, justificadas por referência a alguma autoridade superior, com as imagens que a acompanham. A mortalidade é uma questão particular de cada pessoa, desde que ela não viole os direitos dos outros. Mas ter que sinalizar isso é insensato, e mesmo com orgulho, esse comportamento provoca nojo em xicoburi. E quando essas ideias saem da boca de um presidente da república, ou de seus próximos, é mais revoltante e insano ainda. Por exemplo, isto: [leiam ou vejam aqui].
Um tamanho sete vezes maior: Xicoburi acredito mesmo que as pessoas se recordam da fé de criança com uma infância quente e inocente, quando Papai Noel cede no lugar dele e o gurizinho divino dormindo no cocho, esses são emblemas de todos os bons momentos e feitos alegres da vida. Ou daquele quadrinho na parede com um anjinho da guarda zelando por um casal de guris que brincam alegrinhos à beira de um riacho, há doçura nessa recordação. Talvez a prática infantil seja que nós, como adultos, possamos estar convencidos da existência da humanidade, amor e justiça? Todos nós temos uma fé infantil, de uma maneira ou de outra, e a maioria de nós passa dela para uma vida responsável. A vida é magnífica, amor e alegria, até tristeza e adversidade são as lenhas da experiência, e penso que devemos. com crianças, valorizar a cada instante, esse magnífico milagre da natureza, que é a nossa existência. Celebramos a vida e celebramos em honra, pois não é necessário esperar muito pelos símbolos de fertilidade dentro da árvore de Natal e dos ovos de Páscoa. Um é, no entanto, o festival, ou está mais próximo de chamá-lo de baixa temporada, onde a vida é maior que a morte e por sua vez essa é o louvor, onde o tormento é maravilhoso e a fé infantil é pregada à estaca. Pois bem, continuando este pensamento:
Os opositores leem os hinos da paixão escritos artificialmente, não para se alegrar no adeus, mas para celebrar o tormento. Oram-se aos pés da cruz que foi a arma utilizada para assassinar uma pessoa que batalhava contra o domínio estrangeiro de seu povo. Xicoburi nesse caso, não vejo diferença entre andar com um crucifixo de ouro e diamantes no pescoço ou uma revólver que simboliza a arma que matou alguma pessoa, pendurada nesse mesmo lugar, ou qualquer outro objeto como um punhal, uma forca, etc… Pois, para xicoburi a arte magnífica é aquela inspirada no sofrimento da guerra da morte e pendurada no santuário no meio da crença. Pessoas se prostram na frente de uma cruz para pedir auxílio e bençãos ao ser divino., que de certa maneira como conta a história, foi na peça original assassinado. Sete vezes mais e superdimensionada. Tudo isto, xicoburi penso, que é dito nas notícias, aqui as pessoas celebram a morte, onde as pessoas se alegram com o tormento, estas cantam louvores ao sofrimento, às outras as feridas e o sangue. Dotados da mais profunda convicção de todas as pessoas atenciosas, os valores básicos da sociedade são em vão. Xicoburi digo que podem perceber que as cenas de milhares de corpos sendo enterrados em valas comuns e as notícias de mais e mais mortes, não somente aqui, mas pelo planeta afora, por causa da atual pandemia, são mostradas ou transmitidas por voz, ou escritas, nas notícias durante as refeições…E pessoas se alimentam vendo, ouvindo e ou lendo sobre isso…E como o presidente da república atual, certo dia desses disse: E daí? [veja aqui]
Sofrer e suportar. Xicoburi, agora posso dizer que o eterno retrato público dessa adoração violenta está causando sofrimento em xicoburi mesmo. O fato de xicoburi estar ofendido é algo leve para dizer, mas aguento firme e aguardo ansiosamente por isso um dia. A liberdade de expressão é preciosa para xicoburi e, ao mesmo tempo, a liberdade de expressar outras opiniões além daquelas que considero corretas. Assim também vem a liberdade de falar publicamente, de proclamar a fé e/ou convicções a quem quiser ouvir, qualquer pessoa adulta. E por isso , acho que ensinar a gurizada sobre o que é liberdade e até quanto a liberdade pode ir e alcançar, deveria ser uma missão para qualquer pessoa adulta. [veja aqui]
Enfim, xicoburi termino agora de expor aqui os pensamentos que tenho mesmo com erros, pois os pensamentos que tenho fluem mais rápido do que consigo escrever…Isso é comprensível? Não sei! Acho que sim, já que penso que quem ler o que escrevo é no mínimo uma pessoa esclarecida e muito mas muito mais inteligente do que o próprio xicoburi, pois consegue decifrar esse emaranhado de palavras entre pontos gramaticais separados por ligeiros espaços livres… Mas espero que a maioria das pessoas seja salva na saúde e se livre de toda essa mortalidade que o período atual acarreta. Xicoburi já sei o que muitos de vocês já sabem muito mais do que xicoburi sei (!), que muitas pessoas já acham normal a mortalidade e que nada podem fazer a não continuar a viver antes que se torne mais um no meio dessa “multidão sem vida”. Assim, xicoburi igualmente espero que um dia não seja mais evidente celebrar o tormento e a morte, publicar imagens de corpos ensanguentados na arena pública, e parar de dizer/ou pensar/ que momentos como este que estamos passando, sejam momentos que os deuses do bem ou do mal nos impuseram e por isso devemos chamá-los de santo ou sagrado ou santificado e se sentir bem. E segue aqui uma das fotografias que tirei por esses dias e que muito gostei. Afinal, quem que com um celular nas mãos não se torna um fotógrafo de “primeira linha”…quem? Até xicoburi mesmo!
