Virou moda essa expressão, mas se analisarmos com atenção essa nossa maneira “brasileira” de se sentir quando nos comparamos aos estrangeiros, até que é uma verdade. Os cães “vira lata” são ótimos, muitos são lindos, são bravos, são amigos e enfrenta a vida abanando o rabo querendo dizer que são resignados, tudo sempre está bem, tudo está como deveria sempre estar. Tem-se comida, tem comida! Se estiver chovendo e estão abandonados pelas ruas… sempre dão um jeitinho de se acomodarem! Se alguém lhe bate ou maltrata, muitas vezes pode revidar, mas quase sempre, se afasta e se encolhe. Porém, é só o agressor o chamar com carinho que ele atente, muitas vezes batendo o rabinho e até mesmo se urinando de medo, submisso, mas atende ao chamado. Mas, sempre quando comparado às outras raças, esse mesmo tipo de cãozinho é inferiorizado, é taxado entre todos, como o mais ordinário, o mais feio, o mais faminto, é desprezado, e assim segue… Nós, o povo brasileiro, de um modo geral, pensa quase igual a isso. Quase sempre nos sentimos os piores do mundo. Se chegar perto de um brasileiro, por exemplo, um pobretão escandinavo, um mendigo de origem germânica ou francês, pronto… o brasileirinho já o trata como um rei. O mendigo, o desempregado, o sem-teto, a prostituta ou o batedor de carteira de qualquer um desses lugares, ou de qualquer outro ponto do planeta, enfim, basta ser estrangeiro para sentirmos inferiorizados, para nos curvamos. Alguns meses passados, assisti a um programa em que foi apresentada uma artista “lá de fora” e que talvez “lá fora, em seu próprio país” ela seria ainda considerada uma artista mediana, e não é que o artista brasileiro, de renome, se curvou na frente a ela, se abaixou quase beijando os seus pés! Ele, esse artista brasileiro, já mostrou assim toda a nossa maneira de sentir quando próximo de alguém “lá de fora”… Mostrou o complexo de inferioridade, o complexo de vira latas que temos. Já não basta disso? Vejam aqui nesta foto, que encontrei na Rede, se não é complexo de inferioridade, com muita desonra a pátria, e mais ainda um brasileiro totalmente alienado. De certo seu herói nacional é o Scooby Doo… E quantos e quantos brasileiros e brasileiras, não se setem honrados, honradas em dizer que limpam privadas, em hoteis, em drive ins à beira de estradas, “lá fora” e aqui se sentem com vergonha de trabalhar como empacotadores em supermercados, por exemplo!
Como dizem: A imagem diz tudo!
/0\ f b /0
TEMER…TEMER…TEMER
Talvez este poema de Baudelaire O VERDUGO DE SI MESMO na obra AS FLORES DO MAL, possa te explicar TEMER? …e como te explica, TEMER! .
“Sem cólera hei de te atacar Como um carniceiro e sem ódio!
Como o fez Moisés no episódio Do rochedo – e de teu olhar,
Há de beber o meu Saara,
A água do sofrimento mansa.
Meu sonho cheio de esperança
No teu pranto como nadará! C
omo uma nave que ao mar larga,
E em meu ébrio coração
Teus soluços ressoarão
Como um tambor rufando à carga!
Pois eu não sou um falso acorde
Nesta divina sinfonia,
Graças a voraz ironia que me sacode e que me morde?
Ela em minha voz vocifera!
Todo meu sangue é este veneno!
Eu sou espelho tão terreno em que se contempla a megera!
Eu sou a chaga e o punhal
Eu sou o rosto e a bofetada!
A roda e a carne dilacerada,
Carrasco e vítima afinal,
Sou vampiro de meu coração, –
Um desses mais abandonados ao riso eterno dos condenados
E que nunca mais sorrirão!”
\0/FranciskoBrazilo acha que explica, você acha que explica?\0/
BRASIL, BRASIL \0/ BRAZILO, BRAZILO
Brasil, Brasil tantos te querem matar e você não quer morrer… Penso que a nossa pátria amada salve-salve, já está moribunda, e os abutres circulam sobrevoando o grande corpo estendido no chão e começando a respirar com dificuldades. Precisamos lutar não somente contra os abutres, como também contra os demais animais predadores famintos que, amoitados, nos observam a curta distância, prontos para um pouco antes da morte, começarem a atacar e abocanhar pedaços do corpo tão enfraquecido. O pior é que não acabará tudo após a morte… o grande corpo em decomposição ainda será atacado por vários tipos de micróbios, vermes e parasitas. Precisamos lutar contra as influências das atuais ondas das ideologias burguesas e demais pragas das classes exploradoras. Não devemos esquecer que o Pré-Sal já está deixando de ser nosso, aos poucos. E então o que pensar do Aquífero Guarani que é o maior manancial de água doce subterrânea do planeta e que a maior parte está sob terras brasileiras?
\0/F.B.\0/
