Eles eram marrons, verdes, vermelhos, amarelos, azuis escuros, mais claros, pretos, cinzas, de todas as cores, tamanhos, feitios e materiais. Eles eram para crianças, homens e mulheres de todas as idades. Estavam expostos na vitrine da loja de calçados. Vi, pedi, chorei por um igual e consegui meu par de calçados pretos. Novinhos em folha, o par de botinas mais bonito que eu já tinha tido; as calcei e feliz da vida eu já sabia a amarração e fazer os laços. Difícil mesmo foi aprender a enfiar os cadarços, trançados, por todos aqueles furinhos. Mas, como dizem…”tudo tem seu tempo certo”.